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Economia05/01/2018 | 05h00Atualizada em 05/01/2018 | 05h00

Venda de veículos em SC cresce 8,9%, primeira alta em 3 anos

O desempenho positivo representa um respiro para o setor, mas o mercado ainda está longe dos patamares de anos anteriores

Venda de veículos em SC cresce 8,9%, primeira alta em 3 anos Artur Moser/Agencia RBS
Foto: Artur Moser / Agencia RBS

A venda de veículos novos voltou a crescer em Santa Catarina após três anos de queda. Em 2017, foram emplacadas 156,8 mil unidades, alta de 8,96% na comparação com os 12 meses de 2016 (143.948). O desempenho positivo representa um respiro para o setor, mas o mercado ainda está longe dos patamares de anos anteriores. Em 2013, por exemplo, foram comercializados 273 mil veículos – somando automóveis, comerciais leves, ônibus, caminhões, motos e implementos rodoviários.

O acréscimo nas vendas catarinenses está bem acima do registrado no país, que foi de 1,33% no acumulado do ano. Além disso, o Estado aparece como o terceiro com maior crescimento, atrás de Minas Gerais (18,12%) e Amazonas (11,73%). Os dados foram divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) ontem.

O economista João Morais, que acompanha o setor automotivo, afirma que o desempenho é um sinal importante de recuperação e com bases mais sólidas:

— Esse aumento é pautado em fundamentos econômicos, com queda da taxa de inflação, reativação do canal de crédito, aumento do poder de compra das famílias e recuperação do emprego no segundo semestre.

Responsável por 70% das vendas, o segmento de automóveis e comerciais leves cresceu 9,26% em 2017 em Santa Catarina. No país, a alta foi de 9,36%.

Otimismo dos consumidores

Diretor da Fenabrave-SC, Nelson Füchter Filho afirma que as vendas registradas em 2017 no Estado equivalem aproximadamente às registradas há 10 anos, em 2007. Ainda assim, defende que o resultado é positivo, pois representa um crescimento consistente por ser independente de medidas governamentais, como reduzir impostos. A recuperação, segundo ele, está ligada a estabilidade da economia, queda de juros e controle da inadimplência na carteira de veículos. Além disso, o otimismo do consumidor também impacta:

— Tem a ver com as pessoas acharem que as coisas irão melhorar em um futuro breve. Elas acabam se endividando ou tiram dinheiro da poupança ou da aplicação para comprar um patrimônio de maior valor e as pessoas jurídicas renovam a frota para fazer melhores negócios.

O economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-SC), Luciano Córdova, reforça que o 

Estado apresentou a recuperação mais rápida do país no comércio. Porém, ele ainda não considera um crescimento robusto, já que ainda não houve a retomada dos investimentos, apenas algumas medidas mais pontuais, como a liberação do FGTS. 

O especialista acredita ainda em uma melhora lenta e gradual e que o mercado automotivo deve retomar o auge das vendas apenas em 2020. Morais acrescenta que o consumo de bens duráveis é mais sensível ao momento econômico, mas que a venda de veículos neste ano, assim como foi em 2017, deve ser um dos protagonistas da recuperação do consumo. 

A expectativa da Fenabrave  catarinense para 2018 é de crescimento de 10,3% no país, somados todos os segmentos.

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Jornal de Santa Catarina
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