Varejo catarinense fecha 2017 com a maior alta das vendas desde 2001 - Política e Economia - Santa

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Boa notícia na economia10/02/2018 | 13h26Atualizada em 10/02/2018 | 13h26

Varejo catarinense fecha 2017 com a maior alta das vendas desde 2001

Mesmo com o maior aumento do país, de 13,5%, setor ainda não retornou aos níveis pré-crise econômica

Varejo catarinense fecha 2017 com a maior alta das vendas desde 2001 Marco Favero/Agencia RBS
Setor supermercadista de SC teve a maior alta do ano: 25% Foto: Marco Favero / Agencia RBS

O comércio varejista catarinense experimentou um crescimento chinês em 2017. Após dois anos seguidos de queda, o setor teve um aumento das vendas de 13,5%, com alta nominal das receitas de 12,8%. Trata-se do melhor resultado entre todos os estados brasileiros. Na média nacional, o crescimento do varejo foi de apenas 2%,  segundo a Pesquisa Mensal do Comércio — que não considera vendas de carros e materiais de construção —, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta de 13,5% também representa o maior crescimento do varejo no Estado desde 2001, ano do início da série histórica (veja o gráfico abaixo). 

Entre os setores que puxaram a alta, dois se destacaram: hipermercados e supermercados (25%) e  equipamentos e material de informática, escritório e comunicação (24,2%). No caso dos supermercadistas, o presidente da associação do setor (Acats),  Paulo Cesar Lopes, considera que o desempenho do segmento pode ser um referencial importante na retomada da economia. Ele diz que a inflação ajudou a alavancar as vendas:

—  Acreditamos que o fato de a taxa de inflação estar sob controle, inclusive abaixo da meta do governo, foi uma importante vitória para tranquilizar os setores produtivos e também permitir a manutenção de poder de compra da massa salarial dos trabalhadores.

Para o economista Luciano Córdova, da Fecomercio-SC,  o aumento de 13,5% do varejo precisa ser relativizado, já que a base de comparação estava muito achatada devido às quedas de 2015 e 2016. Na avaliação dele, é esperado que o comércio volte aos patamares de antes crise no fim deste ano.

— Acredito que teremos um crescimento mais moderado, entre 5% e 6%. Com isso, poderemos retomar aos níveis de 2013 e 2014 — opina.

O fato que mais chamou atenção na pesquisa, diz Córdova, foi o grande deslocamento entre Santa Catarina e o resto do Brasil. É um indicador de que o Estado está se recuperando de maneira mais rápida:

— Mostra que já temos um mercado interno consolidado. O desemprego relativamente mais baixo também contribui, criando condições para uma retomada mais consistente do consumo.

Comércio melhor que a indústria

Os dados divulgados nesta sexta-feira também indicam que o comércio está se recuperando de uma maneira mais forte que a indústria. Um exemplo é o setor automotivo, que só deve retomar os números de 2012 por volta de 2024, de acordo com estimativas da Fenabrave-SC. A explicação para isso, segundo economistas, vem do fato que o comércio é uma atividade com menos riscos.  

—É natural que a recuperação da indústria demore um pouco mais. O  volume de investimentos e os riscos envolvidos são muito maiores. É preciso de um cenário mais estável para um crescimento mais forte.

Mesmo com o resultado positivo de 2017, a análise da Fecomercio é que teremos uma "década perdida" nos anos 2010. Isso porque a estimativa dos economistas é que o PIB brasileiro só retome em 2021 os valores atingidos antes da recessão econômica.



 

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