Abertura de novas empresas tem o melhor índice em Blumenau desde 2015 - Política e Economia - Santa

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Negócios21/03/2018 | 07h32Atualizada em 21/03/2018 | 07h32

Abertura de novas empresas tem o melhor índice em Blumenau desde 2015

Número é alavancado principalmente pelos pequenos empreendedores

Abertura de novas empresas tem o melhor índice em Blumenau desde 2015 Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina/Jornal de Santa Catarina
O holandês Robbie Harinck abriu um carrinho de petiscos, com investimento de R$ 25 mil. Foto: Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina / Jornal de Santa Catarina

O sonho de estar em Blumenau sempre existiu na empresa em que Misael da Silva é gerente regional. Com mais de 70 lojas em todo o Brasil, atuar no município fazia parte do plano de expansão. Mais do que uma decisão mercadológica, instalar uma unidade no município representa para a empresa de móveis e eletrodomésticos uma conexão com a origem dos proprietários, que têm laços na Alemanha. A vontade precisou ser controlada em virtude da crise econômica e política que atingiu o país.

Em 2015, um espaço chegou a ser alugado para receber o comércio em Blumenau, mas com o contrato do imóvel chegaram também as inseguranças do mercado fazendo muitos empresários colocarem o pé no freio dos investimentos. O plano foi guardado e saiu da gaveta neste ano, com a mudança no cenário econômico, explica Silva:

– Ainda há risco, mas o momento é de retomada. Quem estiver preparado quando mercado voltar a aquecer de verdade sai ganhando – defende.

O alvará para a abertura do negócio saiu no primeiro bimestre deste ano, junto com outras 610 autorizações emitidas pela prefeitura. O número é o maior desde 2015, quando 1.164 permissões foram liberadas no primeiro bimestre daquele ano. O resultado de 2018 reflete uma retomada, avalia o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Empreendedorismo, Moris Cleber Kohl.

– Este é um processo longo e vários fatores interferem. Voltar aos patamares de 2015 é algo possível de vermos novamente em 2020 – projeta Kohl.

A expectativa é que com o reaquecimento da economia e os empresários mais confiantes para investir, as taxas de empregabilidade também voltem a crescer. Em janeiro de 2015, quando a crise surgia, o saldo de empregos em Blumenau foi de 1.123 postos de trabalho. No ano seguinte, no mesmo período, o resultado foi negativo: -131 vagas. No primeiro mês de 2017, o número voltou a ser positivo, com 330. E neste ano se aproximou ao de 2015, com saldo de 910 postos formais de trabalho.

Os 611 alvarás emitidos no primeiro bimestre deste ano contribuem para o crescimento desses números. Eles resultaram na criação de ao menos 150 empregos de carteira assinada. Foram mais de 20 somente na empresa onde Silva trabalha. Os colaboradores já foram contratados em processo seletivo que surpreendeu o gerente regional. Segundo ele, em um dia de seleção, mais de 200 candidatos apareceram e 50% deles com origem de fora do Estado.

Micro e pequenos
negócios são maioria

O número de empregos gerados em comparação com a quantidade de alvarás emitidos pode parecer baixo, mas reflete outra realidade. É a abertura de micro e pequenas empresas por pessoas que ficaram desempregadas e também das que deixaram de ser empregados e se tornaram prestadores de serviço, com a recente lei da terceirização. Os Micro Empreendedores Individuas (MEIs) e empresas enquadradas no regime Simples Nacional representam 61,8% dos negócios ativos. No primeiro bimestre deste ano eles foram responsáveis por 378 dos 611 alvarás emitidos.

O holandês Robbie Harinck faz parte deste grupo. Apaixonado por Blumenau, ele veio morar na cidade em maio de 2017 e viu na gastronomia uma opção de negócio. A ideia inicial era abrir um restaurante, mas o custo tornou o negócio inviável. A solução encontrada foi abrir um food truck, que exigiu dele um investimento na ordem de R$ 25 mil.

Ambiente favorável para empreender

Misael da Silva e Robbie Harinck relataram dificuldades distintas para a abertura dos negócios. O empreendedor holandês aponta os problemas em relação à documentação dele. Por ser estrangeiro, o CPF dele, por exemplo, não era identificado no sistema da Praça do Empreendedor, exigindo visitas à Polícia Federal para solucionar a questão e finalmente conseguir o alvará. Para Silva, o entrave estava no fato de a empresa ter alugado imóvel tombado pelo patrimônio histórico do município, o que impacta nas reformas. Apesar disso, os dois concordam que o processo para abertura dos negócios foi tranquilo e rápido em Blumenau.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Empreendedorismo, Moris Cleber Kohl, oferecer um ambiente atrativo para negócios é o papel da administração municipal. Um trabalho que passa por diversos setores, desde a Praça do Empreendedor – criada para desburocratizar a abertura de novas empresas – a revisão de legislação, sobretudo licenciamento ambiental, concessão de incentivos, revisão de alíquotas de Imposto Sobre Serviços (ISS) e desconto ou abatimento de Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU).

 

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