"Com olhar sempre voltado para as pessoas", diz Mário Hildebrandt (PSB), novo prefeito de Blumenau - Política e Economia - Santa

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Entrevista07/04/2018 | 04h00Atualizada em 07/04/2018 | 12h09

"Com olhar sempre voltado para as pessoas", diz Mário Hildebrandt (PSB), novo prefeito de Blumenau

Em entrevista ao Santa o novo chefe do executivo fala dos desafios à frente da administração municipal 

"Com olhar sempre voltado para as pessoas", diz Mário Hildebrandt (PSB), novo prefeito de Blumenau Michele Lamin/Divulgação
Foto: Michele Lamin / Divulgação

O primeiro dia de Mário Hildebrandt (PSB) como titular da prefeitura de Blumenau começou com a cerimônia de posse dos novos secretários no Salão Nobre. Na oportunidade, o novo prefeito discursou brevemente sobre os desafios à frente da administração municipal. Ao fim da cerimônia, ele concedeu entrevista para a NSC Comunicação e analisou o trabalho para a continuidade do mandato. Confira a seguir:

O ex-prefeito Napoleão disse em entrevista que o principal desafio que ele deixa para a continuidade do mandato é a conclusão das obras de mobilidade em andamento. Segundo ele, há ainda a “espada das desapropriações” na cabeça da prefeitura. O principal desafio é esse? Como o senhor vai lidar com a questão das desapropriações?

Mário Hildebrandt - As desapropriações são uma parte de todo o processo das diversas complicações que se têm com as diversas obras. É uma delas e a gente está trabalhando fortemente nisso. Pessoalmente estou me dedicando e vou continuar na construção dessas ações. Na questão das obras com certeza vamos acompanhar o cronograma, olhar vírgula a vírgula, pois nós temos um prazo: agosto do ano que vem. E esse prazo vai ser cumprido, tem que ser cumprido, e vou olhar ponto a ponto para que ele seja cumprido. E além disso iniciar obras novas, como a revitalização da Rua Bahia. Vamos também terminar as mais diversas obras já em andamento, não só as cinco grandes do BID. São muitas obras nos mais diversos bairros e ruas que nós demos a ordem de serviço (para pavimentação), como na Escola Agrícola. Então, temos todos esses objetivos, mas sem deixar de olhar para as pessoas. Acho que esse é o grande desafio: olhar para as pessoas e, por exemplo, levar os donativos para as comunidades atingidas na Itoupavazinha (durante a enxurrada do último dia 30 de março), levar serviço, ações, cesta básica, colchão, móveis. Essa é uma das demandas fundamentais na nossa caminhada, e para isso vou estar aqui com o olhar do grande e do pequeno, sempre voltado para as pessoas.

O senhor vem de uma trajetória de ONG e Assistência Social desde os anos 1990. Esse olhar humanizado é algo de diferente que o prefeito Mário quer trazer?

Hildebrandt - Sem dúvida. Isso faz parte da minha vida, da minha caminhada. Vim da área social, tive que provar por muito tempo que eu não era assistente social só. Sou administrador, sou pós-graduado, às vezes meu sobrenome nem era Hildebrandt, era Mário do Cerene, Mário da Assistência Social, Mário da Pró-Família. Como Mário Hildebrandt sou muito recente, sempre tive o sobrenome daquilo que eu fazia, mas isso continua na minha essência, continua no meu DNA, na minha vida, no meu sangue, e vai continuar nessa caminhada.

O senhor assinou algumas alterações pontuais no primeiro escalação, especialmente nas secretarias mais próximas, como Chefia de Gabinete, Comunicação e Procuradoria. Algumas secretarias ainda vão ficar com lideranças provisórias, como a Regularização Fundiária e a Secretaria Executiva do Programa de Mobilidade Sustentável e de Projetos Especiais, que o senhor era o responsável. Mais mudanças devem ocorrer em breve?

Hildebrandt - A gente não quer fazer as coisas no atropelo, quer fazer na consciência. É justamente por isso. Queremos fazer as coisas no caminho do objetivo correto. Mais mudanças devem vir, natural, mas todas serão alinhadas com o partido, com a pessoa. Todos são competentes, às vezes alguns não imprimem o ritmo que a gente quer, mas isso vai ser avaliado no período e todos são extremamente parceiros. Tenho orgulho de conviver com todos até aqui e a maioria vai continuar comigo.

Serão dois anos e nove meses sem vice-prefeito, e o senhor foi um vice atuante, com várias tarefas na gestão Napoleão. Como será agora administrar a cidade sem esse braço tão próximo, que é a figura do vice?

Hildebrandt - Serão dois anos e nove meses em que a carga fica em duas mãos, antes eram quatro. Mas enfim, vou tocar com apoio da equipe e por isso que a fortaleci. Segunda-feira vou ter uma reunião do colegiado cedo já, para que a gente possa conversar sobre algumas demandas, algumas ações e alguns desafios, para começar a entrosar a equipe e coordenar as ações adiante.

 

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