Um mês após o início da greve dos caminhoneiros, preços dos combustíveis caem nas bombas de Blumenau - Política e Economia - Santa

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Economia21/06/2018 | 07h30Atualizada em 21/06/2018 | 09h03

Um mês após o início da greve dos caminhoneiros, preços dos combustíveis caem nas bombas de Blumenau

Valor médio do diesel baixou R$ 0,37 e até gasolina teve baixa de 2% em Blumenau após manifestação de transportadores

Um mês após o início da greve dos caminhoneiros, preços dos combustíveis caem nas bombas de Blumenau Patrick Rodrigues/Jornal de Santa Catarina
Um mês atrás, o preço médio do diesel comum em Blumenau era de R$ 3,65 Foto: Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina

Um mês depois da greve dos caminhoneiros, que interrompeu o abastecimento de postos de combustíveis e parou o país, os preços nas bombas em Blumenau estão menores. A principal redução ocorreu, como previsto, no preço do diesel, que passou a contar com subsídio do governo federal. A gasolina também teve leve queda comparada com os preços praticados dias antes da manifestação.

Na tarde desta quarta-feira, a reportagem do Santa fez um levantamento em 26 postos que integram a lista de pesquisas semanais de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Os estabelecimentos já haviam sido consultados pela reportagem há um mês, no dia 21 de maio, exatamente o primeiro da greve dos caminhoneiros, e também duas semanas depois, em 4 de junho, quando voltaram a receber combustíveis.

Um mês atrás, quando os caminhoneiros paralisaram as atividades, o preço médio do diesel comum em Blumenau era de R$ 3,65 no levantamento da reportagem. Nesta quarta-feira, o valor médio era de R$ 3,28. A redução é de 10,1% no preço do combustível. No entanto, os R$ 0,37 a menos ainda são menores do que os R$ 0,46 prometidos pelo governo federal no acordo que encerrou a paralisação.

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo de Blumenau (Sinpeb), Júlio César Zimmermann, a maioria dos postos já comprou diesel mais barato das distribuidoras e aplicou valores com R$ 0,41 a R$ 0,43 de desconto em relação aos valores antes da greve. Os outros centavos somente viriam após uma redução de impostos estaduais, que até agora não teria se concretizado. Os postos que ainda não conseguiram repassar os R$ 0,46 propostos, segundo o dirigente sindical, seriam os que não conseguiram toda essa diferença na compra junto às distribuidoras. A expectativa dele é de que nas próximas semanas essa situação deve se estabilizar.

Redução também no preço da gasolina

O preço médio da gasolina em Blumenau permanece acima de R$ 4, barreira rompida em maio, dias antes do início da greve dos caminhoneiros. No entanto, em comparação com aquele período, as bombas tiveram redução no valor cobrado pelo litro na cidade. Se em 21 de maio o valor médio era R$ 4,13, na quarta-feira a média nos 26 postos era de R$ 4,05 – aproximadamente 2% a menos. 

Em alguns estabelecimentos, o combustível chega a R$ 3,87 no pagamento em dinheiro ou no débito. O valor máximo encontrado no levantamento foi de R$ 4,29. Para o presidente do Sinpeb, essa redução tem relação com o momento do mercado do que com a política atual de preços. 

— Essa é uma disputa que tem que ser feita, mas acredito que acabando esse período de promoções o preço volte ao patamar anterior — afirma o dirigente.

Etanol teve alta de 4%, mesmo durante período de safra

O único combustível a aumentar de preço neste intervalo foi o etanol. O preço médio de R$ 3,30 em 21 de maio subiu para R$ 3,44 na quarta-feira, 4% a mais. Para Zimmermann, é um mistério.

— Não dá para entender. O etanol sempre baixou R$ 0,20, R$ 0,30 na época de safra, de maio a setembro, o que até ajudava a gasolina a baixar também, já que há 27% de etanol na gasolina. Mas isso não tem acontecido. Os preços têm se mantido altos já na distribuidora, fazendo com que não possa ser uma opção diante da alta da gasolina 1 argumenta.

Para os próximos meses, Zimmermann diz que ainda há uma incerteza sobre como será o preço dos combustíveis. Se o dólar ou o preço do barril de petróleo no mercado internacional subir, aumentos no preço da gasolina devem ter consequência direta.

— Hoje os postos trabalham com estoques baixos, se os preços já sobem, exigem um capital de giro maior. A maioria dos postos vende no crédito, o que também tem um custo e um prazo maior para receber. Estamos nesse dilema, queríamos uma estabilidade maior para facilitar essa gestão — aponta o presidente do sindicato.

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