Cai o número de lojas fechadas na Rua XV de Novembro em Blumenau - Política e Economia - Santa

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Economia13/08/2018 | 08h28Atualizada em 13/08/2018 | 08h28

Cai o número de lojas fechadas na Rua XV de Novembro em Blumenau

Levantamento do Santa aponta que há 20 imóveis vazios na principal via de comércio da cidade, menor índice desde 2015

Cai o número de lojas fechadas na Rua XV de Novembro em Blumenau Patrick Rodrigues/Jornal de Santa Catarina
Foto: Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina

O comércio do Centro de Blumenau ganhou um novo fôlego. Ao menos é isso que uma passagem pela Rua XV de Novembro transparece aos consumidores. Chirlene Vitorino, 32 anos, gosta do que tem visto. A auxiliar de produção caminha pela via pelo menos três vezes por semana, seja para pagar contas ou para comprar algo. Diz que sente ter mais lojas abertas e mais opções.

A afirmação vai ao encontro do que demonstra uma pesquisa da Fecomércio-SC feita para o Dia dos Pais: 51,2% dos entrevistados na cidade disseram fazer as compras para a data celebrada no último domingo no comércio de rua. O cenário positivo também é percebido pelos próprios comerciantes:

– Tenho uma amiga que trabalha em uma ótica aqui no Centro e ela diz que esse ano melhorou bastante – completa Chirlene.

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O levantamento feito pela reportagem confirma a percepção das pessoas. O número de lojas fechadas ao longo do 1,3 quilômetro da Rua XV de Novembro caiu. Na última semana, existiam 20 salas com placas de aluga-se ou vende-se. O número é o menor desde 2015, quando o Santa iniciou a contagem. Naquele ano, o total era de 23. No ano seguinte, pulou para 26 e em 2017 chegou a 29. Uma redução de 31% no comparativo com o ano passado.

Para o economista Ivar Luiz Braz, que atua há 44 anos como gestor de patrimônio imobiliário, a retomada é reflexo de um movimento do mercado. Responsável por um dos imóveis disponíveis para locação na principal rua do Centro de Blumenau, ele contextualiza o que está acontecendo. Por 12 anos, o espaço foi ocupado por uma empresa financeira. Uma companhia de São Paulo comprou o negócio e com a crise optou por fechar a agência. Na sequência, o local recebeu uma franquia de celulares, que também não conseguiu superar a freada dos consumidores num cenário de desemprego em alta. Por último, o espaço recebeu uma loja de confecção.

Atualmente, a sala de 70 metros quadrados não está ocupada em virtude da seleção de bons locatários, afirma Braz. Segundo ele, que tem outras lojas na região central do município disponíveis para aluguel, a procura tem crescido. A justificativa do aumento na demanda é a volta de muitos estabelecimentos que em anos anteriores optaram pelos shoppings, mas viram a conta aumentar e o lucro não acompanhar.

– O aluguel ficou muito alto, aí eles voltam para a XV de Novembro. Não que vendam mais, mas o custo para manter o negócio é menor – justifica o economista.

Na visão do presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) de Blumenau, Emilio Schramm, a crise fez muitos donos de imóveis reverem os valores de aluguéis e isso tornou os espaços mais atrativos. Por isso, para ele, o número não é surpresa. Schramm defende que é possível fazer os índices melhorarem, sobretudo com projetos que tornem o Centro mais atrativo.

Schramm cita a Rua Curt Hering com um bom exemplo.

– Precisamos trazer vida para o Centro não só no horário comercial, mas 24h – afirma, ao defender a necessidade de moradias, hotéis, restaurantes e opções de lazer na região.

Com a proposta do Centro Vivo, um projeto de entidades e empresários, a ideia é dar vida à Rua XV de Novembro e transversais nos mesmos moldes da reurbanização da Alameda Rio Branco e da Rua Nereu Ramos, reforça Schramm. O resultado econômico será consequência, na avaliação do presidente do Sindilojas.

A cuidadora de idosos Maria da Silva concorda que é preciso tornar o espaço mais atrativo e agradável para que as pessoas queiram estar no local. Ela vai ao Centro três vezes por mês, mas que ele ainda não é convidativo e que precisa passar por uma mudança no comportamento dos comerciantes.

– À noite não tem nada aqui e nem no fim de semana – afirma, citando que vai a outras cidades próximas em busca de opções gastronômicas.

Os centros comerciais instalados na Rua XV também notam a diferença. Rodrigo Manoel de Borba é administrador de 50 salas. Dessas, atualmente, oito estão vagas. Entretanto, ele aponta que a lucratividade dos comerciantes caiu, como reflexo do aumento em contas como água e luz.

Renata de Borba Rosa, sindica de outro centro comercial, onde 20 das 63 salas aguardam por locatário, diz que o cenário tem melhorado e espera fechar 2018 com um saldo positivo, após perder muitos inquilinos nos últimos dois anos.

O QUE TEM NO CENTRO?

Uma pesquisa feita pelo Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) de Blumenau mostra quais são os principais segmentos instalados na região central. Atualmente, há 424 estabelecimentos comerciais e 352 de serviço. Entre os negócios com maior volume estão:

Lojas de vestuário - 108
Lojas de calçados - 33
Relojoarias/óticas - 24
Farmácias - 19
Salões de beleza - 39
Agências bancárias - 24
Hotéis - 10
Instituições de ensino - 20

 

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