Empresas do Vale encontram na Febratex a oportunidade para conquistar o mercado internacional - Política e Economia - Santa

Versão mobile

 

Blumenau23/08/2018 | 10h53Atualizada em 24/08/2018 | 17h24

Empresas do Vale encontram na Febratex a oportunidade para conquistar o mercado internacional

A 16ª edição da feira segue até amanhã no Parque Vila Germânica 

Empresas do Vale encontram na Febratex a oportunidade para conquistar o mercado internacional Patrick Rodrigues/Jornal de Santa Catarina
O evento recebe visitantes e expositores de todo o mundo. O cenário mostra a importância do intercâmbio Foto: Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina

Seja pelo momento econômico e político do Brasil ou por um reposicionamento no mercado, muitas empresas do Vale do Itajaí estão atentas às necessidades dos compradores estrangeiros. Só vontade de exportar, entretanto, não basta. É necessário relacionamento no país-alvo, estratégia de distribuição e conhecimento de legislação. É o que aponta o consultor empresarial Roberto Vilela. 

A 16ª edição da Feira Brasileira para a Indústria Têxtil (Febratex), que segue até amanhã no Parque Vila Germânica, tem papel importante nesse contexto. Com visitantes e expositores de todas as partes do mundo, o momento é de mostrar produtos competitivos e que possam auxiliar as indústrias fora do país, bem como conhecer melhor o cenário e as necessidades do comércio exterior. 

Uma empresa blumenauense especializada no desenvolvimento de máquinas para serigrafia apostou na contratação de um profissional exclusivo para exportação para pensar e planejar como atingir os possíveis compradores. Agora colhe os resultados. Tem produtos em lugares como Colômbia, Equador, México, Estados Unidos e Emirados Árabes. 

 Blumenau - SC - Brasil - 21082018 - Febratex abre as portas para a inovação da indústria têxtil, vila germânica Blumenau. empresa Mogk Haroldo
No último ano, ao menos 72 prensas fabricadas na cidade cruzaram as fronteiras rumo a outros paísesFoto: Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina

No último ano, ao menos 72 prensas fabricadas na cidade cruzaram as fronteiras rumo a outros países. Elas representaram aproximadamente R$ 1 milhão do faturamento da empresa. O montante contribuiu no saldo anual da cidade, que fechou 2017 com US$ 430,6 milhões em exportação. O número de apenas uma cifra pode não parecer expressivo diante do montante geral, mas para uma empresa que conta com 70 funcionários fez a diferença quando os compradores internos pararam de adquirir os produtos em virtude da recessão.

– Em 2014 estava crescendo razoavelmente, faturando bem, com o mercado brasileiro comprando. A partir de 2015 começou a dificuldade – diz o diretor Haraldo Mogk sobre a necessidade de rever o campo de atuação.

Para chegar ao nível em que está, a relação com os possíveis compradores dos maquinários mudou e alguns produtos chegam a ser praticamente customizados às demandas deles. A ideia é fazer a exportação de equipamentos para o setor têxtil, que aparece de forma tímida nos relatórios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (com participação de 0,041% no resultado dos últimos sete meses em Blumenau), crescer e, consequentemente, manter a empresa.

A nova visão de negócio chegou ao ponto de neste ano, durante a Febratex, a empresa lançar um produto mirando a indústria estrangeira. Diante de uma estimativa de público de 90 mil pessoas, o momento é ideal para fechar novos contratos. Somente em um dos dias do evento, a indústria de máquinas para serigrafia tinha ao menos duas visitas agendadas do Paraguai. Se tudo ocorrer bem nas negociações, a meta é contribuir ainda mais para alavancar os índices do ano. 

De janeiro a julho, o índice já ultrapassa mais de US$ 236,1 milhões em exportação. O desempenho coloca a cidade na 6ª posição do ranking no Estado, com 103 empresas enviando seus produtos para outras nações.

Leia mais
Blumenau mostra as tendências da tecnologia para o setor têxtil na 16ª Febratex 




Aposta da empresa é na relação com o mercado internacional

Em Gaspar, uma empresa de máquinas tem aproximadamente 10% da receita com origem na exportação. O número ainda é considerado baixo pela diretora executiva Sheila Censi Braun. Para ampliar o percentual, a empresa de 12 funcionários e 20 anos de trajetória está focada no processo de internacionalização. Há quase cinco anos fazendo vendas pontuais para países como Portugal e Argentina, agora a aposta está em um projeto sólido de relacionamento com o mercado exterior. 

Na terça-feira, no estande dentro da Febratex, a diretora recebeu uma representante da Colômbia e não foi ao acaso. A empresa firmou relação comercial que incluiu visitas ao país para conhecer o mercado e as necessidades dos compradores. Agora, a empresária vê naquele país a oportunidade de abrir o primeiro ponto físico de atendimento fora da terra natal.

– A gente tem muita procura de fora e se existe essa necessidade nós vamos nos preparar para atender esse cliente – afirma a diretora executiva.

O professor de Economia Internacional da Furb Mohamed Amal diz que esse é um processo mais comum em grandes empresas, e as pequenas enfrentam alguns desafios. Alguns deles são: recursos humanos com experiência para aproveitar as oportunidades, cooperação com fornecedores e clientes no exterior para entrar em novos mercados e planejamento das atividades de internacionalização. Ele aponta como alternativa a busca por programas setoriais, como a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ligada ao Ministério das Relações Exteriores.

Mateus de Santanna, gerente administrativo de uma empresa blumenauense que produz insumos químicos para a indústria têxtil, sabe que exportar e internacionalizar não são tarefas fáceis. Por isso, hoje a atuação está concentrada dentro do Brasil. Primeiramente, segundo ele, porque ainda há campo para conquistar em território nacional e também porque sabe que o material que comercializa exige assistência técnica presencial junto ao comprador. Mas não descarta a possibilidade a longo prazo:

– Para os próximos cinco anos não acredito, mas quem sabe para 10 anos seja uma alternativa – avalia Santanna



 

Siga Santa no Twitter

  • santacombr

    santacombr

    SantaDuas pessoas morrem em acidente na BR-470, em Ilhota https://t.co/DzntbjJaXo #LeiaNoSantahá 3 diasRetweet
  • santacombr

    santacombr

    SantaDois homens são presos após roubo a lotérica no Centro de Gaspar https://t.co/4xM5W69r7C #LeiaNoSantahá 3 diasRetweet
Jornal de Santa Catarina
Busca