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Evento24/08/2018 | 08h21Atualizada em 24/08/2018 | 08h21

Rede hoteleira comemora 100% de ocupação com Febratex em Blumenau

Feira tem expositores e visitantes de ao menos 67 países

Rede hoteleira comemora 100% de ocupação com Febratex em Blumenau Patrick Rodrigues/Jornal de Santa Catarina
Colombiana Berta (C), ao lado do filho Rony (D), negocia com empresa da China para comprar tinta para sublimação Foto: Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina

Corredores lotados e um misto de sotaques e idiomas. Com uma estimativa de visitantes únicos na casa dos 50 mil, é fácil encontrar pessoas das mais diferentes regiões do Brasil e de variados países na 16ª Febratex, que se encerra hoje em Blumenau. São ao menos 67 nacionalidades. China, Alemanha, Estados Unidos, Colômbia... a lista é grande, assim como o impacto que o evento gera em Blumenau e região.

Somente empregos gerados com a montagem e desmontagem dos estandes, que ocupam todo o Parque Vila Germânica, são mais de 5 mil pessoas envolvidas direta ou indiretamente. O setor de transportes também sente o impacto. O presidente da Coopertaxi, Ranieri Gomes, estima um acréscimo no volume de corridas entre 5% e 7%. E quem veio de carro lotou os estacionamentos. Nos últimos dias foi difícil encontrar uma vaga pública e quem trabalha com isso conta que todos os espaços privados são lotados rapidamente.

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A rede hoteleira é outra que comemora. Em Blumenau, a semana teve ocupação de aproximadamente 100%. É o que estima a presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Blumenau e Região (Sihorbs), Tatiana Honczaryk. Na segunda-feira, um dia antes do começo do evento, ela conta que houve uma reunião com a Câmara de Hospedagem e todos se mostraram contentes com a procura, com um índice por volta de 90% nas cidades vizinhas. Um exemplo é Timbó: na quarta-feira não tinham quartos disponíveis, segundo ela.

– O impacto é bem positivo porque mexe com toda a cidade. Além da hotelaria, os restaurantes também estão cheios – afirma.

A gerente de um hotel no Centro de Blumenau, Andrea Rosane dos Santos, está feliz com o bom desempenho do período. Para a empresa, é o momento de manter a ocupação elevada e garantir cerca de 50% do faturamento do mês. Isso porque a estadia ultrapassa os quatro dias de feira. Ela conta que os reflexos são sentidos por aproximadamente 10 dias, já que muitas pessoas chegam antes para deixar tudo pronto para os visitantes.

– Queria ter uma Febratex por mês – brinca a gerente.

Os relatórios na tela do computador dão sentido à afirmação. Neste ano, considerando o período de 21 a 24 de agosto, a taxa geral de ocupação está na ordem de 93%. O número é superior, por exemplo, ao registrado durante a última edição da Oktoberfest, quando os dados fecharam em 82%. Andrea explica que são públicos distintos e isso os balancetes também comprovam. Os hospedes estrangeiros representavam ontem 20% dos ocupantes do hotel. Eles vêm de países como Alemanha, China, Índia e Suécia.

São pessoas como Michael Labella, diretor comercial de uma empresa de tintas para impressão que tem duas plantas no Brasil. O italiano mora nos EUA e veio à Febratex para estreitar relacionamento com uma empresa que mantém contrato no país e auxiliar em novos negócios. Thomas Barin vem da Colômbia e representa uma fabricante de máquinas para estamparia com matriz na Áustria. A visita dele é sinal de negócio fechado entre a companhia em que é diretor de operações na América Latina e uma de São Paulo, com escritório em SC.

Valores serão divulgados no final da Feira

Se há produtos para vender, é lógico que circulam pelo local quem quer comprar. A colombiana Berta de Peres veio com o filho, Rony, para conhecer os principais lançamentos do setor. Eles têm uma confecção há 20 anos e sabem que para se manter no mercado é preciso inovar sempre. Muitas máquinas de costura que ela usa na empresa foram adquiridas de expositores que visitou na feira. Ontem a negociação era com uma empresa da China. Eles buscam por tinta para sublimação. A compra deve ser fechada depois que voltarem ao país de origem.

Esse é um dos motivos, inclusive, pelos quais a organização não fala em números de vendas. Hélvio Pompeo Madeira, presidente da Febratex Group, que organiza a feira, diz que como os valores de muitos dos equipamentos são altos e dependem, por vezes, de financiamento, a decisão é de divulgar os dados após o evento. Entretanto, afirma que a expectativa é positiva diante do público já recebido. Na última edição, em 2016, a estimativa é de que mais de R$ 1,3 bilhão tenham sido movimentados em negócios.

– A Febratex ultrapassou todas as nossas previsões e entramos no calendário internacional. Não se espera mais por feiras na Europa para lançar produtos. Muitas empresas fazem isso aqui no Brasil, em Blumenau – pontua o empresário.

 
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