Gasolina volta a subir e chega a preço médio de R$ 4,36 em Blumenau - Política e Economia - Santa

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Mercado10/09/2018 | 07h00Atualizada em 10/09/2018 | 07h00

Gasolina volta a subir e chega a preço médio de R$ 4,36 em Blumenau

Após meses de estabilidade, combustíveis voltaram a registrar elevação nas bombas por fatores como a disparada do dólar

Gasolina volta a subir e chega a preço médio de R$ 4,36 em Blumenau Jean Laurindo/Jornal de Santa Catarina
Foto: Jean Laurindo / Jornal de Santa Catarina

Quem depende de carro ou moto para trabalhar ou circular pela cidade já sabe: ela aumentou outra vez. Depois de um período de estabilidade de preços até abaixo da simbólica marca dos R$ 4, a gasolina voltou a registrar elevação de preços nas bombas nas últimas semanas em Blumenau. 

Na pesquisa divulgada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), feita na última semana de agosto, o preço médio nos 19 postos conferidos ainda era de R$ 4,05 no município. Mas nos últimos dias os valores estão mais salgados para os motoristas blumenauenses. Na tarde deste domingo, a reportagem do Santa contatou 26 postos que também são pesquisados pela ANP. Os dados dos 15 que responderam à consulta resultaram em um preço médio de R$ 4,36. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo de Blumenau (Sinpeb), Júlio César Zimmermann, confirma que os preços tiveram aumentos nos últimos sete dias. Segundo ele, em 20 dias, o reajuste nas refinarias seria de 13,5%, ou quase R$ 0,30. O motivo, segundo o executivo, é a subida do preço do barril do petróleo no mercado internacional e, sobretudo, a escalada do dólar, que na sexta-feira chegou a R$ 4,10. 

Como a Petrobras mantém a política de paridade com estes dois preços, os valores cobrados nas bombas dos  subiram em todo o país.

– Muitos postos ainda estão absorvendo muito. Mas há queda nas vendas, se fosse acompanhar o preço da Petrobras já deveria estar perto de R$ 4,60, mas os estabelecimentos estão captando parte disso porque a economia não anda – assegura.

O empresário diz que está previsto um novo reajuste ao final de setembro e que, pelo menos até as eleições, data em que o dólar deve continuar no viés de alta, não há perspectiva de redução de valores. O economista e professor da Furb, Nazareno Schmoeller, confirma que esta nova elevação vista nos combustíveis é reflexo do aumento do dólar e aponta que isso pode até trazer resultados negativos para a economia.

– Deveria ter uma forma de amortecimento, porque havia perspectiva de recuperação da economia a partir de agosto, e isso gera um efeito de aumento em outros insumos na cadeia produtiva. Espero que a Petrobras segure, contrabalance para poder ter uma melhora na economia e não se jogue em uma recessão inútil novamente – avalia o professor, que define o cenário atual do dólar como “especulativo”  e acredita em uma redução de preços após a definição do cenário eleitoral e consequente desvalorização da moeda americana.

Cenário reflete altas no diesel
A mesma alta de preços ocorre no diesel, personagem principal da greve dos caminhoneiros do fim de maio. Neste combustível, porém, o governo garante um subsídio de R$ 0,46 até dezembro. Mesmo assim, como o diesel também oscila conforme os preços internacionais, ele também sobe nas bombas e não custa o mesmo do que nas semanas seguintes à greve. Neste domingo, o preço médio do diesel comum nos seis postos era de R$ 3,47, quase 6% a mais do que a média de R$ 3,28 registrada no fim de junho. 

Petrobras estende prazos de reajustes
Com o novo período de aumento, a Petrobras anunciou uma mudança na política de preços. Se antes os valores eram corrigidos diariamente, de acordo com o acréscimo ou queda do barril de petróleo e dólar, agora os preços dos combustíveis poderão ficar congelados por períodos maiores, de até 15 dias, antes que essas variações sejam repassadas aos preços nas refinarias – e, consequentemente, nos postos.

A medida busca retirar a volatilidade dos preços e evitar reajustes tão frequentes. Para o presidente do Sinpeb, no entanto, a alteração nos prazos de reajustes até ajuda, mas está longe de corrigir o problema que faz elevar os valores. Contudo, segundo acredita, isso é algo que só deve ocorrer após a definição e o início da nova administração do governo federal, no próximo ano.

Foto: Reprodução / Reprodução


 

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