Família de mulher assassinada aguarda apresentação de ex-marido dela à Polícia - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Violência12/09/2016 | 13h57Atualizada em 12/09/2016 | 15h04

Família de mulher assassinada aguarda apresentação de ex-marido dela à Polícia

Ex-companheiro é considerado suspeito e não apareceu no velório nem no sepultamento de Aghata Christie Mafra, na manhã desta segunda-feira

Família de mulher assassinada aguarda apresentação de ex-marido dela à Polícia Salmo Duarte/Agencia RBS
Sepultamento foi no Cemitério Nossa Senhora de Fátima, na zona Sul de Joinville Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

A família de Aghata Christie Mafra, de 29 anos, que foi encontrada morta com dois tiros, um na cabeça e outro no peito, no bairro Profipo, na zona Sul de Joinville, na madrugada deste domingo, aguarda para esta semana a apresentação do ex-companheiro dela à Polícia Civil.

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O corpo de Aghata foi enterrado sobre o túmulo da mãe dela, na manhã desta segunda-feira no Cemitério Nossa Senhora de Fátima, na zona Sul de Joinville, cercado apenas por cerca de 20 pessoas. A irmã dela, que não falou com a imprensa, apenas agradeceu a presença de todos.

Os dois filhos menores do casal, de oito e cinco anos, devem ir morar com o avô materno, no interior de São Paulo.

A mãe do ex-companheiro de Aghata chegou a ir no velório. Ela informou à família que recebeu apenas uma mensagem do filho, pedindo que ela ajudasse a cuidar das crianças.

O crime aconteceu por volta das 5 horas da manhã de domingo, na rua Petrópolis, perto de uma ponte que dá acesso à avenida Paulo Schroeder, no bairro Profipo.

Aghata Christie Mafra, de 29 anos, foi encontrada por moradores da rua logo após ouvirem os disparos. 

A mulher havia registrado uma série de boletins de ocorrência contra seu ex-companheiro, afirmando que ele havia invadido a casa onde ela morava com os filhos e tentado agredi-la. Roupas, documentos e eletrodomésticos teriam sido queimados em uma das brigas recentes. A mulher foi surpreendida e morta quando estava voltando do trabalho.

Vivia para os filhos

Aghata Christie Mafra era uma mulher discreta, tranquila e vivia para os filhos. Assim os amigos e parentes a descreveram na manhã desta segunda-feira. Joinvilense de nascimento, ela perdeu a mãe há cerca de quatro anos e o pai foi morar no interior de São Paulo.

Aos 29 anos, não se importava em trabalhar mais de oito horas por dia e fazer horas extras para garantir o sustento dos filhos. Desde que se separou do companheiro, que tinha 32 anos e com quem teve dois filhos, cuidava sozinha da casa e das crianças, uma de oito e outra de cinco anos. O casamento durou dez anos e acabou há cerca de quatro meses.

Não gostava de redes sociais e, a partir do rompimento, se fechou ainda mais na vida do lar e na dedicação aos filhos.

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