Justiça de SC interroga nesta terça líderes de facção que estão em prisões federais - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Atentados de 201412/09/2016 | 16h24Atualizada em 12/09/2016 | 16h24

Justiça de SC interroga nesta terça líderes de facção que estão em prisões federais

Juiz de Florianópolis Rafael Brüning tentará novamente depoimentos por videoconferência para evitar a transferência dos presos ao Estado.

Justiça de SC interroga nesta terça líderes de facção que estão em prisões federais Felipe Carneiro/Agencia RBS
Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

A Justiça de Florianópolis voltará a utilizar o sistema de videoconferência na tentativa de interrogar os presos líderes da facção criminosa responsável pelos atentados nas ruas de Santa Catarina, entre setembro e outubro de 2014.

A audiência está marcada para esta terça-feira a partir das 9h e se necessário uma outra também será realizada na quarta-feira, no Fórum do Centro.

Os presos que faltam ser ouvidos estão nas penitenciárias federais de Mossoró, no Rio Grande do Norte, e de Porto Velho, em Rondônia. São 14 réus líderes do Primeiro Grupo Catarinense (PGC) apontados pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) como os mandantes da onda de violência no Estado.

Quem são os principais réus julgados pelos atentados em SC

Em julho, a conexão online da Capital com as prisões federais não funcionou e os depoimentos das testemunhas de acusação foram tomados sem que os detentos pudessem acompanhar. O juiz da vara do crime organizado em Florianópolis Rafael Brüning justificou no processo a opção por ouvir esses réus de prisões federais sem a necessidade de trazê-los a Santa Catarina:

"A excepcionalidade da medida se justifica pela natureza da ação, que envolve complexa organização criminosa, e pelos entraves burocráticos no deslocamento de presos situados em outros Estados. Assim, faz-se necessário o uso da videoconferência para garantia da segurança e economia de dinheiro público", destacou o magistrado.

A ação penal julga 62 acusados, sendo que 57 estão presos. Houve divisão do processo e o juiz espera dar a primeira sentença até o final do ano. Os crimes são organização criminosa e associação para o tráfico de drogas. Deverão participar o promotor que atua junto à vara do crime organizado, Wilson Paulo Mendonça Neto, a Defensoria Pública e advogados.

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