Lojas, agências bancárias e prédios históricos são depredados após protesto em Florianópolis - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Destruição03/09/2016 | 12h53Atualizada em 05/09/2016 | 12h29

Lojas, agências bancárias e prédios históricos são depredados após protesto em Florianópolis

Gerente da Lojas Salfer da Rua Felipe Schmidt, por exemplo, estima prejuízo de aproximadamente R$ 25 mil

Lojas, agências bancárias e prédios históricos são depredados após protesto em Florianópolis Eliseu Barbosa/Arquivo Pessoal
Vidro e grade de loja foram quebrados e, posteriormente, o estabelecimento foi invadido e saqueado Foto: Eliseu Barbosa / Arquivo Pessoal

Quem passeou pelo Centro de Florianópolis na manhã deste sábado, dia 3, encontrou diversas marcas de depredação. Após protesto contra o governo Temer, que reuniu manifestantes nas principais ruas da Capital, o que restou foram lojas, agências bancárias, orelhão e até prédios históricos danificados. As lideranças da manifestação repudiam tais atos. Em uma das situações mais graves — que envolve as Lojas Salfer da rua Felipe Schmidt —, o prejuízo estimado é de R$ 25 mil, tendo em vista que além dos vidros quebrados, o estabelecimento comercial foi saqueado.

Lojistas e funcionários trabalham desde cedo para reparar os danos. É o caso do gerente das Lojas Salfer Eliseu Barbosa, que chegou às 7h da manhã para o expediente, mas só pôde abrir o comércio à população às 10h30min. Além dos vidros quebrados, o estabelecimento teve as grades arrombadas e foi saqueado. O prejuízo estimado é de R$ 25 mil entre reparos e produtos — celulares, notebooks, televisões e videogames. 

— Cheguei e encontrei a loja arrebentada, arrombada e furtada. Conversei com pessoas que passavam por aqui e chegaram a comentar que a loja foi quebrada em horário diferentes no decorrer da noite. Parece que, durante as manifestações, ela só foi quebrada. Depois, sem o blindex (sic) e vulnerável, é que foi assaltada — conta Eliseu, que diz ter recebido notificação do alarme da loja, ou seja, quando as grades foram arrebentadas, às 3h40min da madrugada. 

Por conta de uma atualização no sistema, a loja não dispõe de imagens de circuito de câmeras de segurança. Um boletim de ocorrência foi registrado junto à 1ª Delegacia de Polícia da Capital. A Polícia Militar também esteve no local. 

— É lamentável, porque tudo tem um custo. Eu fico triste com tudo que está acontecendo no país. As pessoas não respeitam mais nada O estrago foi muito grande — complementa o funcionário. 

As agências do Banco do Brasil, na rua Álvaro de Carvalho, e da Caixa, na rua Felipe Schmidt, também foram alvos. O Palácio Cruz e Sousa, o Mercado Público e o prédio da Alfândega receberam pichação. Um orelhão quebrado foi utilizado para deteriorar duas vitrines da loja de calçados Palazzo, na esquina da Felipe Schmidt com a Trajano. 

O que dizem os manifestantes

Líder da União Catarinense dos Estudantes (UCE), Yuri Becker, diz que foi possível observar algumas ações de depredação, mas que é impossível identificar os autores. Segundo o manifestante, eles não fazem parte da organização do protesto. 

— Geralmente são grupos desorganizados que fazem isso. Nós não concordamos com esse tipo de vandalismo, de depredação. Inclusive no início citamos que seria uma manifestação pacífica, porque tem milhares de pessoas indo pela primeira vez. Não haveria confronto se tivessem nos deixado ir até a Beira-Mar — pondera. 

PM fala em "ação de vândalos"

Em comunicado oficial, a Polícia Militar de Santa Catarina (PM-SC) reitera que os manifestantes descumpriram a lei, porque não avisaram que o protesto aconteceria. Ainda assim, os policiais afirmam que se fizeram presentes "para garantir a segurança da população em seu livre direito de manifestação". 

A corporação encerra a nota afirmando que "jamais deu causa ao início dos confrontos. A ação de vândalos, contudo, exigiu — e sempre exigirá — o uso progressivo da força, à medida em que o patrimônio público e privado for ameaçado e violado, como ocorrido ontem."

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