Grupo cogitava "ataque bioquímico" e bombas de vidro na Olimpíada - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Operação Hashtag03/11/2016 | 02h06Atualizada em 03/11/2016 | 02h06

Grupo cogitava "ataque bioquímico" e bombas de vidro na Olimpíada

"Já imaginaram um ataque bioquímico, contaminar as águas em uma estação de abastecimento, por exemplo?", sugeria um dos membros

Grupo cogitava "ataque bioquímico" e bombas de vidro na Olimpíada Fernando Gomes/Agencia RBS
Ex-funcionário da Secretaria de Segurança do Amazonas veicula fotos usando touca e faca em alusão ao Estado Islâmico Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Os diálogos no Telegram evidenciam a cogitação, no grupo, de atentados na Olimpíada do Rio. Em maio, trecho de conversa fica evidente a intenção de "atuar" nos Jogos:

"Não haverá nenhum presente para os kuffar nestas olimpíadas? A vossa oportunidade de entrar para o paraíso está naquela Olimpíada", desafia alguém com codinome de Mujahid Joelson Abdu-Salva.

Kuffar é plural de kaffir (infiel, em árabe). Mujahid é guerreiro.

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Em resposta, o brasileiro Alisson Luan Mussaka considera o uso de materiais químicos e diz que ele próprio domina, mais ou menos, o assunto.

"Já imaginaram um ataque bioquímico, contaminar as águas em uma estação de abastecimento, por exemplo? Entraria para a história e seria eficaz..."

Oziris Moris Lundi de Azevedo, ex-funcionário da Secretaria da Segurança Pública do Amazonas, diz:

"Espera acabar a Olimpíada, porque a inteligência vai estar a todo vapor e temos de ser mais discretos".

Na dúvida sobre a capacidade desse grupo de organizar os atentados, a PF decide não subestimá-los e aumenta o monitoramento.

Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Cacos de vidro "para causar dor terrível"

Teo Yoshi apoia Alisson e cogita atentado semelhante ao praticado por chechenos na Maratona de Boston, em 2013, que matou com explosivos caseiros três pessoas e feriu 264.

Uma mulher, com pseudônimo Mara Salvatrucha, desafia: "Vocês sabem fazer bombas caseiras, certo?"

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Oziris, um dos participantes do chat, veicula link onde se mostra como fazer três tipos de explosivos amadores.

Na sequência, o paulista Luís Gustavo de Oliveira (pseudônimo Nur Al Din), ensina a fazer bomba dando um passo a passo. E recomenda um toque de crueldade: cacos de vidro moído na pólvora, para causar mais dor e dificuldade de remoção dos fragmentos.


 
 

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