Ministério Público conclui fase de depoimentos na Operação Blackmail - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Investigação18/11/2016 | 19h18Atualizada em 21/11/2016 | 18h32

Ministério Público conclui fase de depoimentos na Operação Blackmail

Um dos investigados, o ex-vereador Juarez Pereira, foi exonerado da Prefeitura em janeiro por desvio de conduta, diz prefeito Udo Döhler

Ministério Público conclui fase de depoimentos na Operação Blackmail Leandro S. Junges/Leandro S. Junges
Operação Blackmail apura se houve irregularidades na fiscalização do município Foto: Leandro S. Junges / Leandro S. Junges

Todos os seis investigados na Operação Blackmail que estão presos preventivamente em Joinville já foram ouvidos pelo Ministério Público (MP). Deles, apenas o vereador João Carlos Gonçalves (PMDB) preferiu ficar em silêncio.

Já o fiscal da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Júlio Cesar da Silva, a irmã dele e a filha, além do namorado da filha prestaram todas as informações ao MP, relataram seus advogados Francisco de Assis Luciano e Mikeias Melo de Quadro. Eles não comentam o teor dos depoimentos porque o caso corre em sigilo.

Somente a defesa do ex-vereador Juarez Pereira (Solidariedade), reforçou que o cliente deixou clara a inocência e se colocou à disposição das autoridades.

:: Saiba quais foram as oito provas para prisões preventivas

Encerrada a fase de ouvir as testemunhas e os investigados, o advogado Aldano José Vieira Neto, que defende o vereador Gonçalves, fez novo pedido, no final da tarde desta sexta-feira, para revogar a prisão do cliente.

Segundo ele, a Justiça realiza a prisão nesta fase para evitar que investigados venham a ter acesso a provas ou tentem coagir testemunhas, no entanto, elas também já foram ouvidas, diz ele, sem qualquer tipo de incidente.

Até sexta-feira, foram ouvidas mais de 100 pessoas. A fase seguinte é a da análise pericial de todo o material colhido na investigação por parte do Instituto Geral de Perícias (IGP).

A Operação Blackmail teve origem em uma denúncia na ouvidoria da Prefeitura, pelo número 156, contra o fiscal Júlio e foi encaminhada para Procuradoria-Geral do Município. Diante da gravidade da denúncia, o caso foi encaminhado para o Ministério Público, que apura se ele e demais investigados receberam vantagens indevidas no exercício da função.

Exoneração

Ao ser questionado se há outras denúncias semelhantes contra fiscais na ouvidoria do município, o prefeito Udo Döhler respondeu que não. No entanto, a Prefeitura tem mais de 80 processos administrativo-disciplinar por descumprimento de obrigações em situações diversas. E foi por desvio de conduta que o ex-vereador Juarez Pereira foi exonerado da gestão municipal em janeiro deste ano, explicou o prefeito.

Ele ocupava o cargo de coordenador 1 na Secretaria de Infraestrutura Urbana (Seinfra) desde setembro de 2013. O prefeito não deu detalhes sobre o motivo, apenas informou que a exoneração não tem ligação com a denúncia feita contra Júlio. Na época, foi aberta sindicância e não havia provas que sustentassem outras consequências, a não ser a exoneração do cargo. Udo Döhler defendeu o uso do número 156.

— Não é feio denunciar, só é possível avançar a partir da denúncia — afirmou o prefeito.

Para Udo, a investigação em curso no Ministério Público não representa a realidade do serviço público municipal. Ele ressaltou a importância do trabalho dos profissionais de fiscalização para a cidade e elogiou a competência e dedicação dos servidores em geral, citando como exemplo áreas como saúde e educação, reconhecidas nacionalmente.

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