Operação mira integrantes do MST suspeitos de organização criminosa - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Polícia04/11/2016 | 14h24Atualizada em 04/11/2016 | 14h57

Operação mira integrantes do MST suspeitos de organização criminosa

Entre os presos está o vereador mais votado de Quedas do Iguacu, município do interior do Paraná

Operação mira integrantes do MST suspeitos de organização criminosa Polícia Civil/Divulgação
Operação Castra envolveu 70 policiais nos Estados de Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul Foto: Polícia Civil / Divulgação
Zero Hora
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Quatorze integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra são alvos de uma ação da Polícia Civil do Paraná que busca desbaratar uma quadrilha com atuação em três Estados. Eles tiveram mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça por suspeita de furto e dano qualificado, roubo, invasão de propriedade, incêndio criminoso, cárcere privado, lesão corporal, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e irrestrito e constrangimento ilegal.

Entre os presos na manhã desta sexta-feira está o vereador Claudelei Torrente de Lima (PT), mais votado nas eleições deste ano no município paranaense de Quedas do Iguaçu. Batizada de Operação Castra — expressão em latim que significa latifúndio —, a ação envolveu 70 policiais no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Além dos 14 mandados de prisão, também estão sendo cumpridos outros 10 de busca e apreensão e ainda dois de condução coercitiva, no qual a pessoa é levada para prestar depoimento e depois liberada. 

De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início em março de 2016, após a invasão da Fazenda Dona Hilda, em Quedas do Iguaçu. Na ocasião, funcionários da propriedade foram mantidos em cárcere privado e sob a mira de armas de fogo. O dono da fazenda disse à polícia que, após a invasão, sumiram cerca de 1,3 mil cabeças de gado. Ele teria sofrido um prejuízo de R$ 5 milhões. Os policiais apuraram que os bois foram transportados com documentação irregular. 

Parte do rebanho teria sido vendida pelos integrantes do MST. Segundo a Polícia Civil paranaense, eles também teriam cobrado um pedágio de até R$ 35 mil, ou o equivalente em sacas de grão, para permitir que os proprietários fizessem a colheita da própria plantação. Até o início da tarde, oito pessoas tinham sido presas: seis em Quedas do Iguaçu, uma em Laranjeiras do Sul e uma em Francisco Beltrão.

Em nota, o MST diz que "o objetivo da operação é prender e criminalizar as lideranças dos Acampamentos Dom Tomás Balduíno e Herdeiros da Luta pela Terra, militantes assentados da região central do Paraná" e que as áreas invadidas foram griladas e por isso declaradas pela Justiça Federal terras públicas, pertencentes à União, que devem ser destinadas para a Reforma Agrária."

 
 

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