"Só quero que a verdade apareça", diz mãe de ex-PM levado a júri - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Caso Ricardinho15/12/2016 | 18h44Atualizada em 15/12/2016 | 18h44

"Só quero que a verdade apareça", diz mãe de ex-PM levado a júri

Jucirene Mota Brentano reforçou a versão de que o filho agiu em legítima defesa

"Só quero que a verdade apareça", diz mãe de ex-PM levado a júri Cristiano Estrela/Agencia RBS
Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

Convocada pelos advogados de defesa a prestar depoimento na sessão do júri desta quinta-feira, Jucirene Mota Brentano, mãe do ex-soldado Luis Paulo Mota Brentano, também trouxe à tona a versão de que o filho teria disparado contra o surfista Ricardinho em legítima defesa.

Jucirene disse acreditar no filho porque conseguiu ouvir uma testemunha que teria visto um facão com o avô do surfista na hora dos fatos. A testemunha, disse a mãe do ex-PM, seria uma hippie da região da Guarda do Embaú.

— Procurei pelos hippies porque queria saber a verdade do facão e consegui constatar que realmente existiu — afirmou.

O contato inicial com a testemunha, segundo a mãe de Mota, se deu por meio do Facebook. Jucirene contou que a mulher teria resistido à ideia de prestar depoimento porque acreditava que o ex-policial seria usuário de drogas. Ela concordou em prestar depoimento, afirmou a mãe, quando um exame toxicológico confirmou que Mota não havia usado cocaína.

Perguntada sobre a conduta do filho, Jucirene fez elogios a ele como pessoa e destacou a reputação de Mota como policial.

— O melhor filho. Uma pessoa honesta, de coração bom, muito íntegro, uma excelente pessoa. Ama a profissão que ele tinha — reforçou.

Perguntada se tinha algo mais a dizer, Jucirene foi breve: 

— Só quero que a verdade apareça.

Relembre o caso

O crime ocorreu no dia 19 de janeiro de 2015. Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), o então policial militar Luis Paulo Mota Brentano estava na Guarda do Embaú, em Palhoça, passando férias com o irmão de 17 anos. No dia anterior, afirma o MP, os dois teriam ingerido bebidas alcoólicas de maneira excessiva até a manhã seguinte.

Por volta de 8h, Mota teria dirigido o próprio carro embriagado até a entrada de uma residência, exatamente onde seria feita por Ricardinho uma obra de encanamento. Depois disso, relata a denúncia, o surfista e o avô, Nicolau dos Santos, teriam pedido ao policial que retirasse o veículo do local, mas Mota se negou e chegou a afrontá-los.

Do interior do veículo, explica a denúncia feita pelo Ministério Público de Santa Catarina, o policial teria atirado três vezes contra Ricardinho, sendo que duas balas atingiram o surfista. Leandro Nunes, advogado de defesa do acusado, afirma que Mota reagiu em legítima defesa, "diante de ataque de Ricardo dos Santos".

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