Confirmada morte de detento em São Pedro de Alcântara - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Sistema prisional09/01/2017 | 18h46Atualizada em 09/01/2017 | 20h57

Confirmada morte de detento em São Pedro de Alcântara

Alvo era um dos fundadores de facção criminosa de Santa Catarina.

Confirmada morte de detento em São Pedro de Alcântara Leo Munhoz/Agencia RBS
Prisão em São Pedro de Alcântara: funcionários dizem que visitas estão normais apesar de estado de alerta máximo. Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

O preso Sebastião Carvalho Walter, o Polaco, que havia sido atacado por outro detento na Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda na semana passada. Ele era um dos fundadores e líderes da facção Primeiro Grupo Catarinense (PGC). A confirmação da morte foi dada à reportagem pela gerência penal da unidade nesta segunda-feira. 

Walter havia sido hospitalizado depois de levar estocadas dentro da cadeia, no final de 2016. A versão oficial é que o assassinato está ligado a um desentendimento pessoal entre a vítima e o autor do crime, identificado como sendo Gabriel Rodrigues Pereira, o Camelo. O homicídio será investigado pela Polícia Civil de São José.

Camelo foi autuado em flagrante e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Consta na decisão judicial o relato de agentes apontando que Camelo confessou o ataque a Walter com golpes na cabeça depois de sair da cela.

Walter era, segundo a polícia, um dos presos fundadores da facção PGC ao lado de outros comparsas. Em 2014 foi transferido para a Penitenciária Federal de Mossoró, onde ficou por um ano. Depois, retornou à São Pedro de Alcântara e permaneceu alguns meses isolado em uma cela por garantia de vida.

Mulheres buscam informações de presos

O sistema prisional catarinense continua em estado de alerta máximo em razão das mortes de presos em Manaus e Roraima. Na Penitenciária de São Pedro de Alcântara, cadeia em que historicamente ficam os líderes da facção PGC que não estão em presídios federais, as visitas e os procedimentos de operação estavam normais na tarde desta segunda-feira.

Na frente da prisão havia um grupo pequeno de mulheres que aguardava informações dos maridos. O clima era de angústia e apreensão de que a violência no Norte tenha reflexos em Santa Catarina. Uma delas, de 21 anos, reclamava de não ter sido autorizada para visitar o marido que está no pavilhão 2.

Funcionários da penitenciária afirmaram que o caso dela foi uma exceção e a entrada não permitida em razão de um desentendimento com servidores da portaria.

— A gente fica de orelha em pé com medo de que chegue aqui, pois sabemos que tem ramificações de facções aqui no Estado — relatou a mãe de um preso enquanto aguardava o horário da visita.
 

 
 

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