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Redução da violência05/01/2017 | 15h02Atualizada em 05/01/2017 | 15h02

Pressionado por rebeliões, governo lança Plano Nacional de Segurança

Plano do governo começará por três capitais, incluindo Porto Alegre

Pressionado por rebeliões, governo lança Plano Nacional de Segurança José Cruz/Agência Brasil
Ministro Alexandre de Moraes falou com jornalistas após encontro com a ministra do STF Cármen Lúcia, na quarta-feira Foto: José Cruz / Agência Brasil
Matheus Schuch/RBS Brasília

matheus.schuch@gruporbs.com.br

Diante da pressão gerada por rebeliões que deixaram 60 mortos em presídios de Manaus (AM), o governo federal decidiu lançar nesta quinta-feira o Plano Nacional de Segurança, que vinha sendo discutido há meses. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, havia projetado que o anúncio ocorreria até o fim do mês. As informações são da Rádio Gaúcha.

No entanto, após reunião no fim desta manhã com o presidente Michel Temer, ficou decidido que o conjunto de medidas seria detalhado no mesmo dia. Nas próximas semanas, uma nova cerimônia, com presença de autoridades dos Estados, deve simbolizar a implementação do plano.

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O plano terá três eixos principais. O primeiro consiste na redução de homicídios, feminicídios e violência contra a mulher. A ação contará com ações conjuntas entre agentes federais e forças de segurança dos Estados. O trabalho terá início em três capitais: Porto Alegre (RS), Natal (RN) e Aracaju (SE).

Outro eixo tratará da racionalização e modernização do sistema penitenciário. Temer autorizou a construção de cinco presídios federais de segurança máxima. O investimento estimado para as obras é de R$ 200 milhões. Também há previsão de R$ 80 milhões para compra de equipamentos de segurança e R$ 150 milhões anuais para contratação de serviços de bloqueadores de celulares pelos governos estaduais.

Ainda não foi definido em quais Estados serão construídos os presídios, mas a intenção é que cada região do país receba uma unidade.

— Nós vamos verificar um presídio por região e abrir imediatamente a licitação. Nós já temos o modelo e o projeto executivo do presídio, com isso já se ganha tempo. Não é possível falar em um prazo (para conclusão) porque a licitação não foi lançada ainda, mas a liberação do dinheiro é imediata — explicou o ministro da Justiça.

O terceiro item trata do combate ao crime organizado internacional (tráfico de armas e drogas). O governo criará "núcleos de inteligência policial" em cada um dos 26 Estados e do Distrito Federal. A ação já começou em São Paulo e Rio de Janeiro. Os grupos contarão com profissionais da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e de agentes de inteligência ligados ao sistema penitenciário.

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*Rádio Gaúcha

 
 

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