Diogo Vargas: o delegado Anselmo e o pesadelo dos assaltantes de banco  - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Opinião12/02/2017 | 21h48Atualizada em 12/02/2017 | 21h48

Diogo Vargas: o delegado Anselmo e o pesadelo dos assaltantes de banco 

Policial ferido em intenso tiroteio com três mortes em São João Batista segue hospitalizado em estado de saúde estável 

Diogo Vargas: o delegado Anselmo e o pesadelo dos assaltantes de banco  Jornal A Manhã/Divulgação
Agência bancária assaltada em Papanduva Foto: Jornal A Manhã / Divulgação

O delegado da Deic, Anselmo Cruz, 41 anos, tem estado de saúde estável e ainda segue hospitalizado. Ferido com estilhaços de tiro no pescoço durante o intenso tiroteio em São João Batista, na madrugada de sábado, o policial e sua equipe de 12 policiais toparam com uma das quadrilhas mais pesadas e armadas de assaltantes de banco dos últimos anos em Santa Catarina.

Anselmo vinha liderando complexa investigação sobre o bando e houve campana em frente ao Banco do Brasil para surpreender os criminosos. Três bandidos foram mortos, Anselmo e um agente ferido com tiro de raspão. Pelos relatos e imagens do armamento apreendido com os ladrões, não há no meio policial qualquer objeção do alto risco enfrentado pelos policiais da Deic.

Expoente na Polícia Civil, professor da academia de polícia, especialista em técnicas investigativas e operacionais, Anselmo é unanimidade entre colegas catarinenses. Coube a ele substituir na Divisão Antissequestro o falecido delegado Renato Hendges, o Renatão, tido como imbatível em desvendar sequestros.

Destemido e preocupado com o avanço na criminalidade do Estado, Anselmo vem sofrendo nos últimos anos a carga de amenizar as constantes ondas de violência protagonizadas por quadrilhas de assaltantes de banco que apavoram cidadezinhas do interior com baixo efetivo.

Na semana passada, bandidos fuzilaram um posto da PM em Papanduva antes de roubar a Caixa Econômica Federal. Também houve fuga de assaltantes da Penitenciária de Blumenau, delegacias foram atacadas e o cenário de facções só agrava a dificuldade da polícia em conter a criminalidade.

Anselmo comanda aquela que é considerada a equipe da Polícia Civil mais preparada para confrontos e nos últimos anos esses agentes estiveram em outras operações com mortes de ladrões de banco e sequestradores. Detalhes da operação de sábado, que ainda está em andamento, deverão ser dados pela direção da Deic em uma entrevista coletiva na terça-feira. Embora os policiais feridos, as primeiras avaliações do comando são de que a ação foi bem sucedida.

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