Segurança reúne inteligências e hipótese de negociação com presos é tratada como inconcebível - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Atentados09/02/2017 | 16h01Atualizada em 09/02/2017 | 17h50

Segurança reúne inteligências e hipótese de negociação com presos é tratada como inconcebível

São esses servidores que costumam mapear, prevenir e agir contra os comandos do crime organizado

Segurança reúne inteligências e hipótese de negociação com presos é tratada como inconcebível Betina Humeres/Agencia RBS
Delegacia de Canasvieiras, no norte da Ilha, foi um dos alvos de ataques em Florianópolis. Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

As inteligências da segurança pública e das polícias de Santa Catarina estão reunidas na tarde desta quinta-feira para discutir as medidas diante de ataques a duas delegacias de polícia em Florianópolis e ao Fórum de Balneário Piçarras, no litoral Norte. O encontro fechado ocorre no novo complexo da Secretaria da Segurança Pública (SSP), no Continente, ainda não inaugurado, mas que começou a ser ocupado recentemente pela Diretoria de Inteligência.

Participam os representantes das inteligências, o comando das polícias e equipes que atuam em ações especializadas com facções criminosas, no caso a Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Draco), da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic). São esses servidores que costumam mapear, prevenir e coordenar ações contra os comandos do crime organizado.

Ainda não há nenhum tipo de informação do plano policial para conter esse tipo de atentado, considerado nos últimos anos como a maior praga contra a segurança pública estadual. Mas uma coisa é certa: na mesma linha do que já afirmou o governador Raimundo Colombo, as polícias e as inteligências rechaçam qualquer tipo de negociação mediante ações criminosas para atender reivindicação de detentos. Ou seja, em hipótese alguma vão ceder em troca da garantia de que não haverá ataques e a reivindicação soa como inconcebível.

Ouvidos pela reportagem nesta quinta-feira, policiais experientes afirmam que o primeiro passo a ser considerado é a origem das mensagens deixadas nos locais dos ataques e identificar sem nenhum tipo de dúvida qual a facção criminosa responsável. Isso porque criminosos podem estar querendo confundir e causar represálias na outra organização criminosa em busca de algum tipo de benefício nas ruas ou mesmo dentro dos presídios.

Desde 2013, os principais cabeças do crime organizado no Estado, que são os líderes do Primeiro Grupo Catarinense (PGC) e que comandaram ondas de violência nas ruas, estão em presídios federais. Parte deles voltou a Santa Catarina e cumpre pena em penitenciárias locais. Já a outra facção que busca espaço no Estado, o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, ainda é minoria no sistema prisional, mas vem buscando ampliar territórios e controle de pontos de drogas, principalmente em Joinville e Grande Florianópolis.

"Alerta máximo", diz governo do Estado em nota

Em nota divulgada na tarde desta quinta-feira, o governo do Estado disse que não reconhece nenhuma reivindicação deixada de forma anônima em delegacias de polícia ou outros órgãos públicos e que não vai atender nenhum dos pedidos pretendidos por criminosos. O governo assegurou que está com toda a estrutura de segurança pública e do sistema prisional em alerta máximo.

Confira a nota do governo do Estado:

"O Governo do Estado de Santa Catarina informa que não reconhece nenhuma reivindicação deixada de forma anônima em delegacias de polícia ou outros órgãos públicos. Destaca ainda que não vai atender nenhum dos pedidos pretendidos por criminosos e assegura que está com toda a sua estrutura de segurança pública e do sistema prisional em alerta máximo. O Governo reforça seu compromisso e o dever em manter a segurança da população de Santa Catarina face aos atos criminosos registrados na noite passada em Florianópolis. O governador Raimundo Colombo afirma que não há nenhum tipo de negociação quando se trata do cumprimento e da manutenção da lei e da ordem".

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