Ataques a bancos no interior: polícia afirma ser prioridade prender quadrilhas - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Pavor em cidades pequenas03/04/2017 | 18h06Atualizada em 03/04/2017 | 18h06

Ataques a bancos no interior: polícia afirma ser prioridade prender quadrilhas

No sábado, bandidos explodiram duas agências, queimaram ônibus e carros em Pouso Redondo para dificultar passagem da polícia

Ataques a bancos no interior: polícia afirma ser prioridade prender quadrilhas Corpo de Bombeiros/Divulgação
Bandidos incendiaram carros durante roubo em Pouso Redondo, no Alto Vale Foto: Corpo de Bombeiros / Divulgação

Após o assalto com explosivos em dois bancos, tiros, ônibus e carros incendiados em Pouso Redondo, no Alto Vale do Itajaí, na madrugada de sábado, a Polícia Civil garante ser prioridade a investigação para identificar e prender quadrilhas que estão levando pavor ao interior de Santa Catarina. Nem a cúpula policial nem a Secretaria de Segurança Pública (SSP) quiseram dar algum detalhe do suposto plano de reação.

O delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Marcos Ghizoni, afirma que os bandos provavelmente são de outros Estados e não têm posto fixo em SC.

— É um crime interestadual, atuam duas, três vezes, passam para outro Estado, voltam e vem — disse o delegado, admitindo dificuldades.

O diretor da Deic, delegado Adriano Bini, foi procurado pela reportagem nesta segunda-feira, mas não quis dar entrevista a respeito.

Indagada pelo DC, a SSP ressaltou que os órgãos de segurança estão empenhados e trabalhando na identificação e prisão das quadrilhas, mas que não é possível detalhar as ações em curso pelo caráter sigiloso. "É possível informar que as forças de segurança vêm realizando um trabalho integrado de forma a reduzir os ataques destas quadrilhas", disse a SSP por meio da assessoria.

O ataque em Pouso Redondo, onde os bandidos explodiram as agências bancárias da Caixa Econômica Federal e Bradesco, não foi caso isolado. Neste ano, ao menos outras quatro cidades foram alvo de assaltantes fortemente armados e violentos em roubos a bancos. Houve crimes semelhante em Fraiburgo, Salto Veloso e Rio dos Cedros. Em São João Batista, em fevereiro, a Deic se antecipou aos criminosos e os surpreendeu na frente do Banco do Brasil. Três ladrões foram mortos e depois mais seis assaltantes foram capturados. A quadrilha era do Rio Grande do Sul.

Entrevista: Marcos Ghizoni, delegado-geral adjunto da Polícia Civil:

"Não são quadrilhas que tenham posto fixo em Santa Catarina"

Como a polícia está agindo para enfrentar essa onda de assaltos a bancos?
É uma coisa que tem quase que uma curva de sobe e desce. É algo sazonal. As quadrilhas vêm se deslocando entre Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. A gente vem prendendo, só que até conseguir novamente estabelecer quem é, quem deixa de ser, a gente tem um certo "delay", mas rapidamente a coisa volta ao normal. É uma situação que põe a prova toda uma lógica. Temos uma equipe exclusiva, que é a Deic, prestando apoio e temos sucesso nesse fato. Hoje, caixa eletrônico, explosão em banco, é fonte muito rentável para os bandidos.

Diante da reincidência, a polícia dará prioridade e reforço às apurações?
Isso constantemente é prioritário. A Deic está o tempo todo cuidando desse assunto. É um crime interestadual, atuam duas, três vezes, passam para outro Estado, voltam e vem.

Podem ser criminosos de fora?
Não são quadrilhas que tenham posto fixo em Santa Catarina. A que agiu em São João Batista (em fevereiro) era toda do Rio Grande do Sul. Tu tira uma quadrilha abre espaço para outra.

Sobre o ataque aos bancos em Pouso Redondo, carros incendiados, a polícia está em cima?
Sim, sim. Não posso afirmar detalhes pela investigação, mas a equipe da Deic é só fazer um retrospecto, ela consegue esclarecer todos os crimes. Só que realmente, a ousadia, essa importação de pessoas de um lado para o outro vem de um fato muito contundente. A gente está sempre brincando de cão e gato atrás desse pessoal.

Há quem veja a necessidade de integração com a PM para a prevenção e evitar os ataques. Alguma conversa nesse sentido?
Já nem falamos mais em integração, ela acontece no dia a dia. Puxar o fio da meada é que cabe à Polícia Civil. Cada uma tem a sua função. São situações que vêm acontecendo não só em Santa Catarina. A gente trabalha também com as inteligências dos bancos. O que a gente está notando é que a ousadia dos criminosos está cada vez maior. Pode demorar, mas as quadrilhas não têm tido sucesso em se manter atuando no Estado.

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