Diogo Vargas: secretário estadual de Segurança precisa intervir nos conflitos entre as polícias  - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Opinião28/05/2017 | 18h23Atualizada em 28/05/2017 | 20h33

Diogo Vargas: secretário estadual de Segurança precisa intervir nos conflitos entre as polícias 

Episódios em Balneário Camboriú e Florianópolis colocaram policiais militares e civis em lados opostos

Nos últimos dias, dois episódios colocaram policiais civis e militares em lados opostos e criaram um clima de intensa animosidade entre as instituições em Santa Catarina. O primeiro foi em Balneário Camboriú, quando policiais civis investigaram e prenderam seis policiais militares por tortura contra o autor de um assassinato. Os militares tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Colegas da PM acusaram os civis de espetacularização e excesso na ação e entenderam que houve ares de provocação depois que dois policiais fizeram uma selfie na frente do batalhão.

O segundo fato entre as polícias aconteceu no sábado, em Florianópolis. Policiais militares se envolveram em um homicídio em um confronto com um suspeito. A PM assumiu a ocorrência, levando os PMs, as armas e a munição dos envolvidos para o quartel, ou seja, praticamente assumindo o papel da Polícia Civil, que saiu do local reclamando e com o trabalho incompleto.

Na sequência dos fatos, relatos calorosos de policiais dos dois lados ganharam as redes sociais e houve manifestações de instituições e até uma passeata em apoio aos PMs presos em Balneário Camboriú.

O que é preciso abordar diante desse contexto de conflitos entre as polícias, que já aconteceu em outros anos no Estado, diz respeito ao papel da Secretaria de Segurança Pública. O secretário da SSP, promotor de Justiça César Grubba, precisa imediatamente intervir e dar um basta na situação, expondo as medidas tomadas à população antes que fatos graves aconteçam e causem ainda mais prejuízos à sociedade.

Um quadro de tensão como esse entre policiais só traz danos ao Estado, que vem passando por um aumento da criminalidade e em que as pessoas desejam as polícias cada vez mais unidas, integradas e atuantes em prol da segurança pública. Vale lembrar que o inimigo é outro.

Em Florianópolis, por exemplo, há um recorde de homicídios este ano, com mais de 80 mortes em meio a um confronto sangrento de facções criminosas. As comunidades sofrem com mandos de organizações criminosas, tiroteios e assaltos. Se houve irregularidades, crimes ou excessos, as corregedorias das polícias existem e precisam agir com rigor. O Judiciário e o Ministério Público também precisam se envolver e fazer valer a legislação onde há questionamentos e dúvidas sobre o papel de cada corporação.

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