Advogado de vendedor de cachorro-quente pede exame toxicológico de delegados mortos - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Duplo homicídio02/06/2017 | 15h46Atualizada em 02/06/2017 | 18h31

Advogado de vendedor de cachorro-quente pede exame toxicológico de delegados mortos

Intenção do defensor é comprovar que policiais estavam embriagados no momento do crime na casa de prostituição no Estreito, em Florianópolis

Advogado de vendedor de cachorro-quente pede exame toxicológico de delegados mortos Montagem sobre reproduções RBS TV/DC
Elias Escobras (esq.) e Adriano Antonio Soares Foto: Montagem sobre reproduções RBS TV / DC

Na tentativa de comprovar o comportamento alterado dos delegados federais Elias Escobar, 60 anos, e Adriano Antônio Soares, 47 anos, mortos em uma casa de prostituição na madrugada da última quarta-feira no bairro Estreito, em Florianópolis, o advogado de defesa do vendedor de cachorro-quente Nilton Cesar Souza Junior, 37 anos, apontado pela Polícia Civil como responsável pelos assassinatos, quer um exame toxicológico dos policiais mortos. O pedido foi feito à Justiça nesta quinta-feira por Marcos Paulo Silva Santos. Segundo o defensor, a Vara do Júri da Capital já autorizou a solicitação.

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O diretor do Instituto de Análise Forense (IAF) do Instituto Geral de Perícias (IGP), Jair Silveira Filho, diz ser padrão dentro do órgão a realização do toxicológico nos corpos analisados. Por isso, o sangue dos dois delegados foi recolhido durante a perícia e agora passará pelo exame, que deve ficar pronto em 30 dias. O documento deve concluir se há álcool, drogas, medicamentos ou outras substâncias no sangue dos dois.

— O que foi apresentado pelas testemunhas é que os policiais estavam alterados. Existem no processo versões que dão a entender que quem começou os disparos foram os policiais. Com isso queremos comprovar com os demais depoimentos que o Nilton agiu em legítima defesa — explicou o advogado.

Santos também pediu à Justiça a inclusão no processo das imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos próximos à casa de prostituição conhecida como Porta Azul.

Delegado aguarda laudos e novas diligências para fechar o caso

Responsável pela investigação do caso, o delegado Ênio Mattos diz que espera por novas diligências e laudos para encerrar o caso. A primeira parte do inquérito, que pede o indiciamento de Nilton por homicídio qualificado, foi remetido ao Ministério Público.

Uma das diligências que ainda precisam ser feitas é a busca pelos dois funcionários do vendedor de cachorro-quente. Conhecidos como Tiago e Patrick, ambos estão sumidos. Segundo Mattos, os dois são importantes para a investigação.

Nilton continua internado na UTI

A recuperação do principal suspeito dos crimes ainda é lenta. Nilton está internado na UTI do Hospital Florianópolis desde a madrugada de quarta-feira. Havia a expectativa que nesta sexta-feira ele apresentasse uma melhora, o que não ocorreu. Por isso, o comerciante segue respirando com a ajuda de aparelhos, conforme o advogado dele.

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A Justiça determinou que, após ganhar alta, o suspeito deve ser levado para a audiência de custódia, quando são ouvidos pela Justiça em até 24 horas após as prisões as pessoas detidas em flagrante. Inicialmente, a sessão dele estava marcada para a tarde de quinta-feira.

Delegados são sepultados no Rio de Janeiro

Os delegados assassinados foram enterrados no Rio de Janeiro nesta quinta e sexta-feira. O primeiro sepultamento foi de Adriano, no Cemitério Parque da Colina, em Niterói (RJ). A cerimônia ocorreu no final da tarde de quinta. O delegado atuava como coordenador da Polícia Federal em Angra dos Reis (RJ).

Já o enterro de Elias ocorreu nesta sexta-feira de manhã, em Barra do Piraí (RJ), cidade natal dele. Após ser velado na Câmara de Vereadores da cidade, ele foi sepultado no Cemitério Santa Rosa. Escobar era delegado na unidade de Niterói.

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