Delegado de Jaraguá do Sul aponta fatores socioeconômicos para baixa taxa de homicídios na cidade   - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Segurança06/06/2017 | 10h15Atualizada em 06/06/2017 | 10h15

Delegado de Jaraguá do Sul aponta fatores socioeconômicos para baixa taxa de homicídios na cidade  

 Jaraguá é a cidade mais segura do Brasil, segundo dados divulgados ontem pelo Atlas da Violência 

Delegado de Jaraguá do Sul aponta fatores socioeconômicos para baixa taxa de homicídios na cidade   Maykon Lammerhirt/Agencia RBS
Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

Jaraguá do Sul é a cidade mais segura do Brasil, segundo dados divulgados ontem pelo Atlas da Violência, pesquisa produzida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), com base nos índices de 2015. A ordenação foi feita levando-se em conta a soma das taxas de homicídios e de mortes violentas com causa indeterminada (MVCI) em relação à população, considerando apenas as cidades com mais de 100 mil habitantes. Em segundo lugar no ranking dos municípios com melhor segurança pública aparece Brusque. Blumenau ocupa o 21º lugar; Florianópolis figura em 41º; e Joinville, que em 2015 registrou 129 homicídios, está em 104º.

Na lista das cidades mais violentas, Altamira, no Pará, lidera com impressionantes 105,2 casos de homicídios para cada cem mil habitantes. Jaraguá tem taxa de 3,7 casos para cada cem mil habitantes. O estudo faz uma comparação entre Jaraguá do Sul e Altamira, considerando que as duas cidades compreendem populações de 164 mil e 108 mil habitantes e densidades demográficas de 268,8 e 0,65 habitante por quilômetro quadrado, respectivamente.

Mais populosa cidade do Estado, Joinville tem uma taxa de homicídios de 23,3 casos para um grupo de cem mil habitantes.

Segundo o levantamento, além das diferenças demográficas e culturais, o censo demográfico do IBGE mostra profundas distâncias entre Jaraguá, a mais pacífica, e Altamira, a mais violenta, no que se refere aos índices de desenvolvimento humano (IDH). Conforme o Atlas, enquanto Jaraguá do Sul se encontrava num patamar alto de desenvolvimento (IDH 0,803) em 2010, Altamira situava-se em um nível médio, de 0,665.

O delegado regional da Polícia Civil de Jaraguá do Sul, Adriano Spolaor, também considera que os fatores socioeconômicos contribuem para a baixa taxa de homicídios e de outros crimes. Ele aponta condições econômicas, culturais e geográficas, além da participação da população no auxílio às ocorrências e o engajamento de instituições como o Ministério Público e o Poder Judiciário como motivos para que a cidade seja considerada a mais segura do País.

– Há, claro, o trabalho integrado da Polícia Civil e da Polícia Militar no combate aos mais diversos crimes, principalmente ao tráfico de drogas – afirma Spolaor.

As disputas entre facções criminosas, que em Joinville são as motivadoras de grande parte dos homicídios, não afetam Jaraguá do Sul. Não que estas organizações ainda não tenham chegado à cidade, mas, segundo o delegado regional, são menos expressivas e mais facilmente controladas pela Divisão de Investigação Criminal (DIC), criada em 2012. Antes disso, em 2011, Jaraguá havia registrado 18 homicídios, segundo o Mapa da Violência, estudo da Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso) .

Delegado se diz surpreso

Na pesquisa do Ipea, os dados apontam que Jaraguá registrou cinco homicídios e uma morte com causa indeterminada em 2015, informações retiradas do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. Para o delegado regional, que já atuava na região na época, os números são vistos com surpresa: na base da Polícia Civil de Jaraguá daquele ano, constam apenas um homicídio e um latrocínio – roubo seguido de morte.

Spolaor acredita que os dados sejam de agressões que levaram à morte, não sendo computados pelo sistema de segurança pública. Desde o início do ano, a cidade teve apenas dois homicídios: um homem de 47 anos morto a tiros após uma briga: e uma mulher atingida por golpes de facão pelo ex-marido, que se matou depois.


 
 

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