Morte de suspeito no Norte da Ilha causou ataques, apontam polícias Civil e Militar - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Segurança28/06/2017 | 13h03Atualizada em 28/06/2017 | 13h03

Morte de suspeito no Norte da Ilha causou ataques, apontam polícias Civil e Militar

Rapaz de 21 anos foi morto em troca de tiros com a PM na noite de segunda-feira na Vila União, em Florianópolis

Morte de suspeito no Norte da Ilha causou ataques, apontam polícias Civil e Militar Diorgenes Pandini/Agencia RBS
Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

Os sete ataques ocorridos em Florianópolis durante a madrugada desta quarta-feira têm ligação com a morte de um suspeito em troca de tiros com a Polícia Militar (PM) na noite de segunda-feira na Vila União, no Norte da Ilha. Essa é a tese da própria PM para os atentados. Em nota assinada pelo chefe do Centro de Comunicação Social da corporação, tenente-coronel João Batista Réus, a polícia diz que não descarta também "a possibilidade de que alguns incidentes possam ser ações individuais e oportunistas".

Nos ataques, criminosos atingiram com tiros duas bases policiais, duas unidades do Departamento de Administração Prisional (Deap) e duas residências de policiais militares, além de um incêndio em pneus nas entradas do túnel Antonieta de Barros. Ninguém ficou ferido.

A tese da PM é que "os incidentes são uma tentativa de afastar a atuação do trabalho da PM desenvolvido nas comunidades, com o intuito de mantê-las sobre o controle de criminosos e garantir o comércio de drogas". Além disso, a corporação promete manter as operações em diferentes pontos.

A Polícia Civil segue na mesma linha de investigação adotada pelos militares. O confronto com a PM na Vila União após um assalto na Cachoeira do Bom Jesus é a principal linha de trabalho:

— Estamos levantando a autoria dos delitos, cada delegacia na sua área de atuação. Temos uma estratégia definida de trabalho_ garantiu o diretor da Polícia Civil na Grande Florianópolis, Verdi Furlanetto.

Criminosos portavam armas de uso restrito

Os ataques ocorridos na Grande Florianópolis tiveram o uso de armas de uso restrito das forças policiais. No caso da delegacia do Saco dos Limões, foram 15 tiros de uma pistola de 9 milímetros. Os disparos atingiram diferentes partes da estrutura, inclusive um banco usado na sala de espera de pessoas que buscam atendimento na unidade. Até mesmo um colete à prova de balas ficou danificado. O equipamento estava pendurado em uma sala.

Vizinhos da delegacia dizem ter ouvido muitos disparos em sequência, diferentemente de outros ataques ocorridos no local, quando os tiros era mais espalhados e em menor quantidade. Pela câmera de segurança do local é possível ver dois rapazes chegando a pé. Encapuzados, eles atiram contra o prédio e depois saem correndo em direção ao Morro da Perla. A delegada responsável pela unidade, Ester Coelho, pretende construir um muro para fechar a fachada do prédio. A obra vai depender do aval do proprietário da casa, que é alugada.

Nos tiros dados na sede do Departamento de Administração Prisional (Deap), em Palhoça, uma pistola 9 milímetros também foi usada por bandidos em um automóvel. Foram 10 disparos contra a lateral do prédio. Já no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de São José, no Bairro Barreiros, os criminosos usaram um revólver calibre 38, não restrito. Os projéteis atingiram a janela da guarita e uma porta de vidro de acesso ao complexo. Os suspeitos estavam em um carro.

Em Biguaçu, um tiro na base da PM no Bom Viver atingiu uma viatura e o vidro. Vizinhos contam que ouviram uma moto passando pelo local. O fato assustou moradores pois há residências em cima da sala usada pela polícia na comunidade. Até o momento, nenhum dos envolvidos nos ataques foi preso e ninguém ficou ferido.

A Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias (IGP) ainda tentam identificar um possível oitavo ataques, desta vez na Trindade, perto do Batalhão de Choque da PM e da 5ª DP. Sons parecidos com tiros e bombas foram ouvidos na madrugada, mas nenhuma estrutura atingida foi identificada.

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