PM que matou colega planejou flagrante da esposa em motel de Joinville, diz inquérito - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Conclusão23/06/2017 | 16h06Atualizada em 23/06/2017 | 16h41

PM que matou colega planejou flagrante da esposa em motel de Joinville, diz inquérito

Investigação confirma crime passional e mostra que PM seguiu esposa, mas não sabia que um amigo do trabalho estava com a mulher no quarto

PM que matou colega planejou flagrante da esposa em motel de Joinville, diz inquérito Maykon Lammerhirt/Agencia RBS
Caso envolvendo três policiais foi registrado no dia 31, dentro de um quarto de motel no bairro Pirabeiraba, em Joinville Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

O policial Anderson Dieymes David confessou ter matado o soldado Jefferson da Silva Marafian, após flagrá-lo em um motel com sua esposa, em Joinville, no dia 31 de maio. Os três envolvidos trabalhavam juntos no batalhão da Polícia Militar (PM) de Garuva. A confissão está contida no Inquérito Policial Militar (IPM), concluído na tarde desta quinta-feira (22), que apontou ainda motivação passional para o crime.

A morte de Marafian foi registrada na noite do dia 31 dentro de um quarto de motel no bairro Pirabeiraba, em Joinville. Segundo a polícia, a vítima levou um tiro na cabeça com uma pistola 'calibre .40' e não resistiu. Conforme o inquérito, o disparo foi efetuado por Anderson, depois que ele seguiu a esposa e a encontrou com o colega. Ambos eram pertencentes a 5ª Região da PM (Norte e Planalto Norte).

Policial é morto a tiros por outro PM dentro de motel na zona Norte de Joinville

O comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar (8º BPM), Jofrey Santos Silva, diz que, segundo a investigação, Anderson premeditou e perseguiu a esposa até o motel com o auxílio de um aparelho de identificação de localização.

O inquérito aponta ainda que ele aguardou do lado de fora enquanto ela e o colega estavam dentro do estabelecimento e, momentos depois, se apresentou como cliente no motel. Ele solicitou um quarto e lá dentro, teria invadido a suíte em que a mulher e a vítima estavam.

Segundo o comando do 8º BPM, no momento em que empurrou uma das portas do quarto, a mulher dele, que estava atrás dela, acabou atingida e lesionou o olho. A polícia também apurou que Anderson não sabia quem estava com a esposa no motel até encontrar os dois.

Para comando, morte de PM em Joinville deve ser tratada como crime passional

- Ele disse que não sabia que se tratava do colega. Eram amigos de trabalho e ele só percebeu que era ele quando entrou no quarto e atirou. Também não houve luta corporal e após o disparo ele ligou para o comandante direto deles e acionou a emergência para socorrer a vítima - explica Jofrey.

O IPM aponta ainda que depois do disparo o soldado permaneceu no local e não resistiu à prisão. Ele continua preso no 8º BPM. Segundo a polícia, o material colhido pelo inquérito segue para apreciação do Juíz da 5ª Vara Criminal da Capital, que, por se tratar de crime doloso, vai decidir se ele irá a júri popular ou militar.

A polícia diz ainda que a mulher de Anderson não prestou denúncia de agressão contra o marido por conta da lesão no olho e está afastada das funções militares para tratamento de saúde.


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