Polícia Civil aposta em delegacias em pontos críticos de Florianópolis para frear alto número de mortes  - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Segurança29/06/2017 | 13h13Atualizada em 29/06/2017 | 15h13

Polícia Civil aposta em delegacias em pontos críticos de Florianópolis para frear alto número de mortes 

Número de assassinatos chegou a 101 na Capital na última quarta-feira e atingiu o pior índice da cidade desde 2010

Polícia Civil aposta em delegacias em pontos críticos de Florianópolis para frear alto número de mortes  Leo Munhoz/Agencia RBS
Últimas duas mortes ocorreram nesta quarta-feira no Papaquara, no Norte da Ilha Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

Com o número de assassinatos atingindo recorde negativo de 101 mortes em Florianópolis, a Polícia Civil aposta na criação de delegacias nas áreas mais críticas da cidade para atender exclusivamente os casos que ocorrem nestes locais. A ação é uma tentativa de frear o alto número de mortes em regiões vulneráveis da Capital. A corporação descartou criar uma força-tarefa com policiais do interior para atender Florianópolis e ajudar a elucidar os casos.  O índice de resolução atual das mortes é de 65,9%.

Neste ano, a polícia instalou unidades no Continente para atender, principalmente, a região do Bairro Monte Cristo, onde duas facções criminosas disputam os espaços das comunidades Chico Mendes e Novo Horizonte. Outra estrutura foi montada nos Ingleses para atender o Norte da Ilha. Lá estão as comunidades onde ocorreram a maior parte das mortes violentas recentes: Siri, Vila União e Papaquara. As três são palcos de embates entre um grupo criminoso criado em Santa Catarina e outro baseado em São Paulo.

— As duas áreas mais sensíveis são o Continente e o Norte da Ilha. No Continente foi criada uma delegacia especializada para atuar nas facções criminosas, tentativa de homicídio e crimes mais graves. A mesma coisa ocorreu no Norte da Ilha, para a repressão dos principais delitos — detalha o delegado diretor da Polícia Civil na Grande Florianópolis, Verdi Furlanetto.

O delegado argumenta que a força-tarefa está sendo feita de forma diferenciada, com o uso de policiais da própria Capital. Sem ter o dado exato em mãos, Furlanetto diz que o índice de resolução das mortes violentas cresceu.

— Essa quantidade de morte decorre do conflito entre organizações criminosas. Esses conflitos ocorrem no âmbito do Brasil. Iniciou quando o PCC entrou em confronto com facções do Norte do país e fez o mesmo com a facção catarinense aqui no Estado — diz Furlanetto sobre o aumento dos casos ocorridos em Florianópolis.

Mesmo ao afirmar que a Polícia Civil trabalha para elucidar os crimes e prender os envolvidos, o delegado não promete uma melhora nos resultados:

— A Polícia Civil vai continuar trabalhando com grande empenho e eficiência para prendê-los.

MORTES VIOLENTAS EM FLORIANÓPOLIS 

Primeiro semestre
2017 - 101 (até 28/6)
2016 - 45
2015 - 32
2014 - 38
2013 - 27
2012 - 42
2011 - 52
2010 - 49

De janeiro a dezembro
2016 - 92
2015 - 67
2014 - 61
2013 - 60
2012 - 68
2011 - 95
2010 - 97

Fonte: Gerência de Estatísticas e Análise Criminal (Geac) da Diretoria de Informação e Inteligência (Dini) da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina

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