Suspeito de matar delegados recebe alta do hospital e é encaminhado para Presídio da Agronômica - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Mortes no Estreito21/06/2017 | 16h47Atualizada em 21/06/2017 | 19h26

Suspeito de matar delegados recebe alta do hospital e é encaminhado para Presídio da Agronômica

Nilton passará por audiência de custódia, na sexta-feira, às 14h30min, que definirá pela manutenção ou não da prisão preventiva contra o suspeito

Suspeito de matar delegados recebe alta do hospital e é encaminhado para Presídio da Agronômica Montagem sobre reproduções RBS TV/DC
Elias Escobar (à esquerda), 60 anos, e Adriano Soares (à direita), 47 anos, foram mortos no Estreito em 31 de maio Foto: Montagem sobre reproduções RBS TV / DC

Nilton César Souza Junior, 36 anos, recebeu alta do Hospital Florianópolis na tarde desta quarta-feira e foi encaminhado para o Presídio da Agronômica. Na sexta-feira (23), às 14h30min, uma audiência de custódia no Fórum definirá pela manutenção ou não da prisão preventiva contra o vendedor de cachorro-quente suspeito de matar dois delegados da Polícia Federal. Por volta das 17h desta quarta, Nilton deu entrada no setor de Triagem do Presídio da Agronômica, onde ficará pelo menos até a decisão da audiência.

A ocorrência, registrada como homicídio simples na madrugada de 31 de maio em uma casa de prostituição no Estreito, região continental da Capital, resultou nas mortes dos delegados cariocas Elias Escobar e Adriano Antônio Soares depois de um tiroteio na saída do endereço 690 da Rua Fúlvio Adduci. A audiência de custódia, que costuma acontecer assim que um acusado recebe alta hospitalar, foi marcada para sexta-feira devido ao compromisso do juiz Marcelo Volpato de Souza com um Tribunal do Júri nesta quinta-feira.

Agora, Nilton, que estava internado há três semanas, além de passar pela audiência de custódia também terá que prestar depoimento ao delegado Ênio Mattos, titular da Delegacia de Homicídios da Capital, que investiga o caso. Ao conversar com a reportagem, Mattos não quis confirmar se o suspeito será ouvido ainda nesta quarta e se limitou a dizer "não sei". O certo é que somente após o interrogatório de Nilton que Mattos ficará apto a concluir o inquérito que apura as circunstâncias do ocorrido. 

O advogado Marcos Paulo Silva dos Santos, que defende Nilton, também entrou com um pedido de revogação da prisão preventiva contra seu cliente. O pleito, contudo, não será objeto da audiência de custódia. Em despacho nesta quarta-feira, o juiz Marcelo Volpato de Souza abriu vistas ao Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) sobre o pedido de revogação da preventiva de Nilton. Volpato também destaca que aguarda a conclusão das diligências complementares requisitadas à Polícia Civil.

O MP-SC requereu que sejam ouvidas novamente as testemunhas até o momento arroladas no processo, como as duas garotas de programa que estavam na casa no dia dos fatos, dois taxistas que presenciaram os acontecimentos e dois funcionários do Nilton Dog, estabelecimento do suspeito no Estreito.

MPSC avalia que inquérito ainda não esclarece se morte de delegados foi duplo homicídio ou legítima defesa

Três semanas depois do tiroteio que resultou na morte dos delegados federais Adriano Antônio Soares e Elias Escobar, na madrugada de 31 de maio, o promotor Luiz Fernando Pacheco avalia que as provas juntadas no inquérito pela Delegacia de Homicídios ainda não esclarecem se a ocorrência foi criminosa, caracterizada como duplo homicídio, ou legitima defesa por parte do comerciante Nilton César Souza Junior

 
 

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