Com 39 mortes registradas, Blumenau bate recorde de homicídios desde 1996 - Segurança - Jornal de Santa Catarina

Versão mobile

Violência24/10/2017 | 07h00Atualizada em 24/10/2017 | 07h00

Com 39 mortes registradas, Blumenau bate recorde de homicídios desde 1996

Tráfico de drogas, desavenças e disputas entre facções criminosas motivam a maioria dos crimes

Duas pessoas perderam a vida em Blumenau nos últimos dias de forma violenta e a partir de agressões. Ambas com contextos diferentes, situações e motivações distintas. Iguais apenas na brutalidade. Sábado um rapaz de 28 anos foi espancado até a morte por um grupo de pelo menos 10 pessoas no bairro Badenfurt. Domingo um homem jogou gasolina e ateou fogo na esposa e no filho na Itoupava Central. Com queimaduras severas pelo corpo, a mulher de 44 anos morreu ontem. Casos que chocam e fazem parte de um cenário que torna o ano de 2017 o mais violento em Blumenau nas últimas duas décadas.

Até esta segunda-feira a cidade havia registrado no ano 35 homicídios, três mortes após lesão corporal grave e um óbito em confronto policial. Um total de 39 mortes violentas que é quase 70% maior que o número do ano passado até a mesma data, quando 23 pessoas haviam morrido. É, também, o número mais alto desde que as estatísticas do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde foram registradas na cidade. Ao menos desde 1996 nunca se matou tanto em Blumenau quanto nos últimos quase 10 meses. O recorde indesejado pertencia até então ao ano de 2010, quando 34 mortes violentas foram registradas.

::: Leia mais notícias de Blumenau

Segundo a Polícia Civil, que investiga os crimes contra a vida, a maioria das mortes está ligada a três pilares: tráfico de drogas, desavenças e disputas entre facções criminosas. Por isso, para o delegado Egídio Ferrari da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Blumenau, o número não demonstra um aumento na insegurança da população:

– São crimes pontuais ligados a um universo do crime. Não registramos nenhum latrocínio no ano, que é um crime que choca demais a sociedade, quando a pessoa está na rua e é assaltada e assassinada. Isso afeta a sensação de segurança, assim como os crimes passionais – destaca.

A conta de latrocínios zerada é comemorada pelo setor da segurança na cidade, que se vê com poucos caminhos para evitar crimes ligados ao mundo do crime ou desavenças, quando a briga de duas pessoas por alguma razão se torna fatal. Crimes passionais, citados por Ferrari, ocorreram cinco vezes até agora em Blumenau, quatro caracterizados como feminicídio – como o da Itoupava Central no fim de semana.


Números crescem em mais regiões do Estado

A escalada dos crimes contra a vida em Blumenau acompanha a situação das outras duas maiores cidades de Santa Catarina. Em Joinville foram registrados 115 assassinatos até ontem contra 97 no mesmo período do ano passado. Florianópolis marca 135 contra 69, um aumento de 95% que se deve, em parte, às guerras entre facções criminosas que ganharam destaque na Capital.


Siga Santa no Twitter

  • santacombr

    santacombr

    SantaDagmara Spautz: MP avalia importância histórica de um dos primeiros balneários de SC https://t.co/pouRvLAQ0H #LeiaNoSantahá 19 minutosRetweet
  • santacombr

    santacombr

    SantaDaniela Matthes: "Leis e bom senso não são suficientes para um trânsito mais seguro" https://t.co/5Djy3cxRvo #LeiaNoSantahá 1 horaRetweet

Veja também

Jornal de Santa Catarina
Busca