Funcionários de portos estão entre os presos em operação da PF - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Operação Oceano Branco10/10/2017 | 13h13Atualizada em 10/10/2017 | 13h13

Funcionários de portos estão entre os presos em operação da PF

Empresários do tráfico financiavam compra de droga em países vizinhos como a Bolívia

Funcionários de portos estão entre os presos em operação da PF Dagmara Spautz/Diário Catarinense
Foto: Dagmara Spautz / Diário Catarinense

Motoristas responsáveis pelo transporte de contêineres, despachantes aduaneiros, funcionários dos portos, pessoas que trabalhavam em galpões onde as drogas eram enxertadas na carga lícita, e os chamados empresários do tráfico — com alto poder aquisitivo, foram presos nas operações Oceano Branco e Contentor. As quadrilhas de Santa Catarina tinham contatos em outros estados, inclusive no exterior.

Entre os bens e imóveis sequestrados, que pertenciam aos investigados, está uma revendedora de automóveis e uma imobiliária de Joinville. Entre os presos há pelo menos quatro proprietários de empresas. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pela polícia. 

A investigação partiu do acionamento de instituição pública da Dinamarca, na Europa, que apreendeu grandes quantidades de cocaína em julho de 2015. A droga havia partido do Brasil. Foi aí que a polícia descobriu que haviam organizações criminosas embarcando drogas nos portos de Itapoá, Navegantes e Itajaí. Pelo menos seis operações foram realizadas em SC e outras seis em países da Europa (Bélgica, França, Itália e Espanha). A investigação descobriu ainda que a droga também era distribuída no México e no Canadá. 

Segundo a PF, as drogas chegavam em Santa Catarina por transporte aéreo. A cocaína que vinha de países vizinhos, como a Bolívia, era desembarcada em um aeroclube em de São Francisco do Sul, no Norte do Estado. A droga era inserida em cargas legais que eram desviadas das rotas com ajuda dos motoristas dos caminhões. A transferência da droga para as cargas ocorria em galpões do grupo investigado. 

O patrimônio de dois chefes das organizações, que são os principais alvos, gira em torno de R$ 150 milhões. Segundo a PF, as exportadoras não tinham conhecimento do esquema. 

Quase 500 policiais cumpriram 104 mandados de busca e apreensão, 45 mandados de prisão preventiva, 15 de prisão temporária, 12 conduções coercitivas e diversos sequestros de bens móveis e imóveis, além do bloqueio de contas bancárias, em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Pernambuco, Paraíba e Rio de Janeiro. 

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