PF apreende carro de R$ 1 milhão de investigado da Operação Oceano Branco  - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Segurança23/10/2017 | 15h46Atualizada em 23/10/2017 | 15h46

PF apreende carro de R$ 1 milhão de investigado da Operação Oceano Branco 

Carro pertence ao principal alvo da operação e estava escondido em Balneário Camboriú

PF apreende carro de R$ 1 milhão de investigado da Operação Oceano Branco  Lucas Correia / Jornal de Santa Catarina/Jornal de Santa Catarina
Foto: Lucas Correia / Jornal de Santa Catarina / Jornal de Santa Catarina

A segunda fase da Operação Oceano Branco, deflagrada nesta segunda-feira, resultou na apreensão de um Lamborghini Gallardo avaliado em mais de R$ 1 milhão. O carro, que pertence ao principal investigado da Polícia Federal no inquérito, estava escondido na garagem de um prédio em Balneário Camboriú. A operação apura o envio de cocaína à Europa através dos portos de Itajaí e Navegantes. Em um ano e meio, a quantidade de drogas apreendida chega a R$ 1,2 bilhão.

O delegado Fábio Mertens, que coordena as investigações, acredita que carro tenha sido levado para o edifício onde foi encontrado, na Rua 1401, depois de ter sido deflagrada a primeira fase da operação, no dia 10 de outubro _ quando o proprietário foi preso.

Os alvos desta segunda etapa da Oceano Branco são o irmão do dono do Lamborghini, detido em Joinville nesta segunda-feira, e o gerente de uma imobiliária de Balneário Camboriú. Segundo a polícia, eles teriam feito diversas movimentações desde que foi deflagrada a operação para ocultar provas. A principal delas, para tentar recuperar equipamentos eletrônicos, jogados pela janela do apartamento do alvo principal da investigação, em Balneário Camboriú, no dia em que ele foi preso.

_ Quando a equipe foi entrar para cumprir o mandado de prisão, ele jogou dois celulares e um modem. No mesmo dia, os dois alvos presos hoje, que já eram investigados, estiveram lá para tentar resgatar _ afirma o delegado.

A tentativa de livrar-se das provas não havia sido detectada e foi descoberta através de testemunhas. A Polícia Federal passou então a acompanhar os dois suspeitos mais de perto, e descobriu que eles estiveram em vários imóveis que pertencem a membros da quadrilha desde a primeira fase da operação _ o que pode indicar um esforço em alterar ou esconder novas provas.

Patrimônio

Com as duas novas prisões, passa para 34 o número de pessoas detidas na Operação Oceano Branco. Além dos 31 que foram presos no dia em que foi deflagrada a primeira etapa, em 10 de outubro, um suspeito que estava ligado à estocagem da droga foi detido dias depois em Penha.

Até agora, dos 34 detidos, apenas cinco foram soltos. Eles tinham mandado de prisão temporária, com prazo de cinco dias. Entre os suspeitos que continuam detidos estão empresários, despachantes e até um pastor evangélico, de Itajaí.

A Polícia Federal também cumpriu novos mandados de busca na semana passada, em um sítio no Norte do Estado. O volume de apreensões é tão grande, que ainda há muito material a ser analisado. De acordo com o delegado Fábio Mertens, os documentos avaliados até agora comprovam os vínculos existentes entre os alvos da operação, a maneira como atuavam, e a contabilidade das quadrilhas revela a prática do tráfico internacional em larga escala.

_ Tem chamado atenção o patrimônio que eles realmente têm em escrituras, imóveis e carros de luxo. É uma comprovação de que, no mínimo, estávamos certos nas estimativas _ afirma. Na primeira fase de apreensões, a PF e a Receita Federal calcularam em R$ 150 milhões o patrimônio dos dois principais nomes do grupo, ambos presos pela operação. 

O que chama atenção entre os principais nomes do grupo criminoso, que a polícia identifica como fornecedores de drogas, é o fato de eles não terem residência fixa. São “empresários do tráfico” da região de Joinville e São Francisco do Sul, que

Entre as descobertas recentes feitas pela polícia, está o fato de que pelo menos três suspeitos utilizavam nomes e documentos falsos, especialmente para compra de empresas. Especialistas da Receita Federal avaliam se as empresas ligadas ao grupo foram utilizadas para lavagem de dinheiro do tráfico. Entre elas há lojas de carros, aluguel de maquinário, uma imobiliária e uma indústria de fertilizantes.

As investigações continuam e não estão descartadas novas prisões. A Polícia Federal deverá chamar nas próximas semanas cerca de 30 testemunhas para depor_ boa parte delas, de outros estados.

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