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Violência28/11/2017 | 16h26Atualizada em 28/11/2017 | 16h26

"Ele não merecia essa morte", lamenta pai de taxista morto

Allan Tietz foi vítima de latrocínio ao aceitar uma corrida de táxi de Jaraguá do Sul a Curitiba

"Ele não merecia essa morte", lamenta pai de taxista morto Reprodução/Redes Sociais
Corpo do taxista Alan Tietz, 24 anos, foi encontrado na manhã desta terça-feira na área rural de Garuva Foto: Reprodução / Redes Sociais
A Notícia
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A partir das 20 horas desta terça-feira, Alan Tietz, 24 anos, será velado em uma capela do Cemitério Municipal de Jaraguá do Sul. É o fim de uma tragédia iniciada na quarta-feira, quando o jovem aceitou um pedido de corrida de Jaraguá a Curitiba, feito por dois jovens que alegaram precisar chegar à capital do Paraná, a 170 quilômetros de distância, para o velório de um parente. Eles deixaram a cidade na quarta-feira, à noite, e Alan não retornou para casa

Entre os dois momentos, existiu a angústia da família e de uma comunidade que se dedicou a colaborar nas buscas pelo rapaz, que ficou desaparecido até ter o corpo encontrado na manhã desta terça-feira, na área rural de Garuva, perto do limite entre Santa Catarina e Paraná. 

— Ele poderia ter morrido, mas não desta forma. Poderia ter morrido num acidente de carro. Mas ele não merecia essa morte, sem vergonha, boba — lamentou o pai, Nelson Tietz, em entrevista à NSC nesta manhã.

Nelson, que também trabalha como taxista, passou cinco dias fazendo a própria investigação com a ajuda de parentes, amigos e até de pessoas que não conheciam nem Alan nem Nelson, mas se compadeceram com a situação. Ele realizou uma varredura pela região, a partir do trajeto que o veículo teria realizado para chegar ao Paraná, pedindo para assistir a câmeras de segurança de postos de combustível e de outros pontos comerciais. 

O amigo e também taxista, Cristiano Humenhuck, ajudou nas buscas e definiu o sentimento atual do grupo.

— Primeiramente, a sensação é de alívio de ter encontrado ele. Diferente da sensação que nós temos hoje, a tristeza de cada um que está aqui de ter encontrado ele da maneira que nós encontramos, que não era a que queríamos — afirmou.

A polícia chegou até o corpo depois de uma denúncia anônima. Ele estava no meio de um matagal, coberto com folhas e um tapete, já em avançado estado de decomposição. Segundo o delegado Éric Uratami, responsável pela investigação, um dos suspeitos havia enviado uma mensagem para uma testemunha afirmando que havia matado Alan e escondido o corpo em um local "onde a polícia nunca encontraria".

A suspeita é que o taxista tenha sido morto com golpes de faca: havia ferimentos no pescoço e nos braços, mas a polícia aguarda o laudo cadavérico. 

O mandado de prisão preventiva contra dois jovens que solicitaram a corrida foi emitido na madrugada de sábado. Eles tem 18 e 20 anos, ambos tem registro criminal e estão foragidos. O carro de Alan foi encontrado na quinta-feira, perto da rodoviária de Curitiba, sem rodas. 

O velório de Alan será na Capela Mortuária Maria Leier, que fica no Cemitério Municipal do Centro de Jaraguá do Sul. Da capela, ele será levado para o Crematório Catarinense, que fica no bairro Nereu Ramos. A cerimônia de cremação vai acontecer nesta quarta-feira, 29 de novembro, às 14h30.

Corpo de taxista de Jaraguá do Sul é encontrado após seis dias de buscas

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