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Falta de dinheiro29/11/2017 | 19h17

Especialistas analisam impacto da falta de rondas na segurança em Blumenau

Racionamento de gasolina nas viaturas da PM afetou a cidade por dois dias

Especialistas analisam impacto da falta de rondas na segurança em Blumenau Luís Carlos Kriewall Filho/Especial
Foto: Luís Carlos Kriewall Filho / Especial

Blumenau ficou pelo menos dois dias inteiros — entre segunda-feira e o começo da manhã desta quarta —sem rondas da Polícia Militar pelas ruas por conta do problema no abastecimento das viaturas. O racionamento, para especialistas, afetou e prejudicou o trabalho de segurança na cidade.

:::  Abastecimento de viaturas da PM volta ao normal em Blumenau

Para o advogado e coordenador da Comissão de Segurança Pública da OAB de Blumenau, Rodrigo Novelli, o governo do Estado peca mais uma vez na área de segurança pública com a situação que, somada a outras questões já crônicas como o baixo número de policiais e as viaturas que demoram para receber consertos, deixa a população ainda mais vulnerável.

– A PM tem função ostensiva. Esse é o papel dela: evitar que o crime aconteça. Para isso ela está na rua caracterizada com farda, viatura. A partir do momento que não está na rua, deixa de cumprir parte do papel – frisa.

O analista de segurança Eugênio Moretzsohn diz que ao não poder se deslocar o trabalho policial fica prejudicado. Isso ocorre tanto na prevenção de crimes quanto no tempo de resposta às ocorrências mais graves, já que durante as rondas as viaturas tendem a estar mais perto dos locais dos chamados do que no batalhão. O fator psicológico das rondas, que dá mais sensação de segurança aos moradores e mais incerteza aos bandidos, também é citado pelo especialista. No entanto, ele pondera que a situação deve ser pontual e possa ser motivada pela preocupação do serviço público em fechar as contas ao fim do ano.

– Estamos passando por uma crise econômica que afeta todas as estruturas do Estado. É natural que haja um efeito colateral na área de segurança pública. Não é desejável, mas não é anormal – analisa.

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