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Operação Hateless05/12/2017 | 09h21Atualizada em 05/12/2017 | 15h39

Polícia Civil de Blumenau apreende material nazista

Ação combate grupo que divulgava conteúdo racista no Vale do Itajaí

Polícia Civil de Blumenau apreende material nazista Patrick Rodrigues/Jornal de Santa Catarina
Foto: Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina
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Revistas, camisetas, vídeos e um desenho de traços até infantis. Armas, um punhado de maconha e cinco pessoas conduzidas para prestar depoimentos, dois com tatuagens pelo corpo com símbolos de grupos supremacistas. Este foi o saldo da Operação Hateless - Menos ódio, em tradução livre - deflagrada pela Polícia Civil de Blumenau para desmontar uma organização acusada de cometer crimes de racismo e fazer apologia ao nazismo. De acordo com o delegado Lucas Gomes de Almeida, da 2ª Delegacia de Polícia de Blumenau, eles atuariam com orientação de um grupo neonazista de São Paulo que estaria tentando se instalar em Blumenau.  

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 Vale do Itajaí tem histórico de ataques racistas e de ódio

Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em três cidade do Vale do Itajaí: dois em Blumenau, dois em Itajaí e um em Indaial. Em todos os locais, uma pessoa foi conduzida de forma coercitiva para prestar esclarecimentos à polícia. Segundo Gomes, foram conduzidos quatro homens - dois de Blumenau e dois de Itajaí - e uma mulher, de Indaial.

Operação Hateless
A investigação tem relação com cartazes racistas e de intolerância religiosa Foto: Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina

Ele explica que desde a denúncia apresentada pelo advogado Marco Antônio André, de Blumenau, que se deparou com dois cartazes com ameaças por ele ser negro e praticante do candomblé colados em sua porta e em um poste em frente a sua casa, as investigações tiveram início. Gomes diz que a apuração dos fatos apontou para o grupo, que também seria responsável por cartazes com mensagens de ódio que foram colados pelas ruas de Blumenau no dia 21 de outubro. De acordo com o delegado, um dos rapazes confessou em depoimento que confeccionou e colou os cartazes sem ajuda de ninguém. Esta confissão, de acordo com Gomes, também estaria em uma gravação arquivada no celular apreendido com a garota. 

Os cinco foram ouvidos e liberados pelo delegado. Um deles deve responder por porte de arma de fogo em Itajaí, já que em sua casa foi encontrada uma arma durante o cumprimento do mandado. Em Blumenau, o delegado deve concluir o inquérito pelos crimes de injúria e racismo e, se comprovada a participação de todos, podem ser condenados a até 10 anos de prisão.

Relembre o caso 

Em setembro deste ano o  advogado Marco Antonio André, morador de Blumenau, se deparou com cartazes, um colado na porta de casa e outro em um poste da rua onde vive, no bairro Ponta Aguda, que traziam com símbolos de um grupo supremacista norte-americano e faziam ameaças por ele ser negro e praticante do candomblé. Diante da situação, Marco Antonio publicou um desabafo nas redes sociais que teve mais de 1,4 mil compartilhamentos em menos de 24 horas.

Após o ocorrido, o secretário de Estado da Segurança Pública César Augusto Grubba determinou rigor na apuração e identificação dos autores de cartazes racistas e de intolerância religiosa vistos em Blumenau. Ele também orientou que a equipe de videomonitoramento da SSP fizesse uma busca minuciosa nas imagens captadas pelas câmeras instaladas nos locais onde os cartazes foram colados. 

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