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Crime04/01/2018 | 19h49Atualizada em 04/01/2018 | 22h07

Polícia busca suspeito por assassinato de indígena em Penha

Motivação para o crime seria uma confusão envolvendo o cachorro do agressor

Polícia busca suspeito por assassinato de indígena em Penha Reprodução/Facebook
Marcondes trabalhava na escola indígena José Boiteux laklano, orientador da língua, lutava para fortalecer a língua xokleng Foto: Reprodução / Facebook

A Polícia Civil de Balneário Piçarras segue em busca de suspeitos pelo assassinato do professor indígena Marcondes Nambla, que foi espancado em Penha na madrugada do dia 1º de janeiro. Após o depoimento de testemunhas na quarta-feira e nesta quinta, o delegado responsável pelo caso, Douglas Teixeira Barroco, já tem uma possível motivação para o crime.

— Descartamos latrocínio e a princípio também não teve nada a ver com o fato dele ser indígena. O autor teria dito a pessoas que passaram pela rua na hora do crime que "ele mexeu com o meu cachorro, então eu matei ele". Já temos alguns suspeitos e continuamos investigando para chegar no autor — explicou o delegado.

Nas filmagens que mostram o crime, é possível ver um cachorro junto do homem que bate em Nambla com um pedaço de madeira.

Professor estava em Penha buscando renda extra

Marcondes foi no fim de ano para Penha junto de um grupo de indígenas da aldeia Barragem, em José Boiteux, para vender picolés. Eles buscavam uma renda extra no fim de ano e alugaram uma casa na cidade. O grupo costumava fazer isso todos os anos, mas foi a primeira vez que Marcondes os acompanhou.

Delegacia estava fechada

No dia do crime, a delegacia de Penha estava fechada por causa do recesso de fim de ano. Desde o dia 21 de dezembro até a próxima segunda-feira só a delegacia de Balneário Piçarras deveria ficar aberta para atender os dois municípios e mais Barra Velha. No local ficam dois agentes de plantão e um delegado no regime de sobreaviso — ou seja, só vai a delegacia quando entende que há necessidade.

Penha tem cerca de 30 mil habitantes, mas nessa época chega a ter 150 mil pessoas na cidade, por causa das praias. E é justamente nesse período que a delegacia ficaria fechada. Depois da repercussão do caso chegar até o Estado, a delegacia abriu nesta quinta com um agente de plantão.

*Com informações das repórteres Marina Dalcastagne e Patrícia Silveira, da NSC TV.

 

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