Suspeito de matar professor indígena é preso em Gaspar, no Vale do Itajaí - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Polícia12/01/2018 | 08h54Atualizada em 12/01/2018 | 11h45

Suspeito de matar professor indígena é preso em Gaspar, no Vale do Itajaí

Polícia Civil localizou Gilmar César de Lima na manhã desta sexta-feira (12)

Suspeito de matar professor indígena é preso em Gaspar, no Vale do Itajaí Polícia Civil/Divulgação
Foto: Polícia Civil / Divulgação

Foi preso na manhã desta sexta-feira (12) o suspeito de matar o professor indígena Marcondes Nambla, de 36 anos, espancado em Penha na madrugada do dia 1º de janeiro. Segundo A Polícia Civil, Gilmar César de Lima, de 23 anos, teria confessado o crime após ser localizado na casa da irmã no bairro Gaspar Mirim. A prisão ocorreu por volta das 6h30min depois do cumprimento de sete mandados de busca em residências. Ele foi encontrado ao lado da mulher, da irmã e do filho.

— Ele confessou que realmente matou o índio por uma discussão envolvendo o cachorro dele — afirmou o delegado-geral adjunto da Polícia Civil em Santa Catarina, Marcos Ghizoni.

Confira o momento em que o acusado é detido:

Segundo delegado Douglas Teixeira Barroco, responsável pela investigação do caso, o jovem de 22 anos, morava em Gaspar e atualmente estava residindo em Penha, no Litoral Norte, mas teria abandonado a residência após o crime e estava foragido. A Polícia Civil informou que ele será encaminhado ao Presídio Regional de Blumenau.

De acordo com a polícia, Lima teria antecedentes por crimes como homicídio qualificado, roubo, furto, lesão corporal e receptação. O delegado-geral adjunto da Polícia Civil em Santa Catarina, Marcos Ghizoni, já havia confirmado que "o índio foi morto pelo que chamamos tecnicamente de motivo fútil". 

Durante a investigação do caso o delegado Barroco citou que a identificação do suspeito só foi possível através do vídeo de uma câmera de segurança que registrou o momento da agressão, e da ajuda de testemunhas oculares do ocorrido. 

Veja o vídeo da agressão. Imagens são fortes:

—Inclusive, ele falava que fez aquilo porque a vítima mexido com o cachorro dele. Falava isso para as pessoas que estavam passando pelo local — afirmou o delegado responsável pelo caso antes da prisão de Lima. 

Leia mais:
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