Acusado de matar professor indígena em Penha deve passar por avaliação mental - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Processo09/04/2018 | 18h27Atualizada em 09/04/2018 | 19h43

Acusado de matar professor indígena em Penha deve passar por avaliação mental

Primeira audiência sobre o homicídio de Marcondes Namblá ocorreu nesta segunda-feira

Acusado de matar professor indígena em Penha deve passar por avaliação mental Reprodução/Facebook
Marcondes foi morto no dia 1º de janeiro em Penha Foto: Reprodução / Facebook

Familiares do professor indígena Marcondes Namblá, que morreu em janeiro deste ano em Penha após ser agredido na cabeça por um homem com um pedaço de madeira, foram ao Fórum de Balneário Piçarras com os advogados nesta segunda-feira (9) para a primeira audiência do caso. Gilmar César de Lima, 23 anos, foi denunciado pelo crime de homicídio qualificado, por motivo fútil e à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido. Se condenado, pode pegar de 12 a 30 anos de reclusão. A família da vítima espera que o acusado vá a júri popular. O Ministério Público (PM) aceitou o pedido da defesa para que o réu passe por uma avaliação de saúde mental. A juíza vai analisar.

 — Nós, como assistentes de acusação, entendemos que já existe confissão do réu, uma perante delegacia e outra por escrito. Nós entendemos que há autoria devidamente confirmada e a nossa intenção é que isso fique comprovado para que ele vá ao tribunal do júri. E lá seja julgado e condenado e receba pena de direito — explicou o advogado da família, Dagoberto Azevedo Bueno Filho.

Três testemunhas foram chamadas para depor contra o homem acusado de matar Marcondes. Uma delas foi o jardineiro Fabrício Ari Sagaz, que diz que estava passando no local e viu tudo.

— Ele deu a primeira paulada, andou, o índio tentou levantar, deu mais umas pauladas com o índio no chão. Eu perguntei por que ele fez isso. Ele disse que foi porque ele mexeu com o cachorro. Ai ele correu e não falou mais nada — contou.

Gilmar Cesar de Lima chegou ao Fórum de Piçarras algemado e caminhando com dificuldade porque passou por uma cirurgia de emergência na semana passada. Ele teria confessado à polícia que agrediu Marcondes Namblá e está preso desde janeiro no presídio de Blumenau. O advogado dele insiste numa avaliação mental.

— Na primeira oportunidade que tivemos na defesa do acusado nós solicitamos apuração de saúde mental, se tem ou não desvio de conduta. Foi negado e vamos insistir na realização dessa perícia — disse o advogado Jeremias Felsky.

A audiência durou menos de meia hora. Uma testemunha de acusação não veio e o réu permaneceu em silêncio. 

— Espero que aconteça justiça, porque é um ser humano que ele matou. Não dá pra deixar impune. Eu quero justiça. Tá difícil, os filhos dele pequeninhos passando mal, o menor pergunta direto. Tá difícil — desabafou Cleusa Nambla, viúva de Marcondes.

* Com informações da repórter Bianca Ingletto, da NSC TV.

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