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Segurança09/05/2018 | 07h30Atualizada em 09/05/2018 | 07h30

PM aumenta ações contra o tráfico em Blumenau

Polícia intensificou as ações e desde fevereiro quase mil detenções foram feitas e mais de 52 quilos de maconha apreendidos na cidade

PM aumenta ações contra o tráfico em Blumenau Divulgação/Polícia Militar
Entre os detidos, a polícia conseguiu localizar 74 pessoas foragidas da Justiça Foto: Divulgação / Polícia Militar

Há pouco mais de dois meses, os batalhões de Polícia Militar iniciaram uma série de ações nas cidades do Estado. Com a orientação do coronel Araújo Gomes, que assumiu o Comando-Geral da PM em Santa Catarina no fim de fevereiro, a corporação passou a intensificar trabalhos com foco no combate ao tráfico de drogas e à criminalidade. Em Blumenau não foi diferente e, de lá para cá, ao menos 15 operações foram deflagradas só no perímetro urbano do município. Parreto, Ferrolho, Adsumus, Portas Fechadas, Sufoco, Saturação, Varredura. Esses procedimentos resultaram em prisões, detenções, apreensões de drogas e, na prática, colocaram os policiais de forma mais intensa nas ruas.

Conforme relatório do chefe de Comunicação Social do 10º Batalhão de Polícia Militar, o tenente Nícolas Vasconcelos Marques, do fim de fevereiro até 4 de maio, 52,2 quilos de maconha foram apreendidos, além de três quilos de crack, 1,5 quilo de cocaína e 2.008 comprimidos de ecstasy. A PM estima que com esses números foi possível comprometer o tráfico de drogas na região, além de causar um prejuízo aos traficantes estimado em quase R$ 900 mil. Além disso, 19 armas foram apreendidas. Para o tenente, são números que justificam o trabalho da corporação.

– Por isso a nossa luta incessante. Sabemos que esse é um mercado muito lucrativo e que gera um grande empoderamento para os traficantes. Sem contar que há uma série de outros crimes que estão ligados ao tráfico. Quase a totalidade dos furtos e roubos na cidade são praticados para que os viciados possam manter seu vício. Isso sem contar os homicídios que decorrem das brigas entre facções – argumenta o tenente Nicolas.

O comandante do 10º BPM, o tenente-coronel Jefferson Schmidt, explica que a autonomia de adaptar horários de soldados e a liberdade em usar o efetivo de outras cidades foram fatores que permitiram essa intensificação de operações em Blumenau. No total, 974 pessoas foram presas ou apreendidas e, delas, 74 eram foragidas da Justiça – independentemente de quantas realmente terminaram presas. Essa situação, inclusive, é criticada por Schmidt:

– A sua parte a Polícia Militar está fazendo, e é essa a satisfação que devemos à sociedade. O problema é que nós temos uma legislação precária que beneficia muito mais o bandido do que o cidadão de bem. Hoje o bandido não tem medo. O que ele tem é o receio de ser preso, porque isso quebra a corrente do lucro, do poder. Se ele fica um ou dois meses preso, quando volta a comunidade já tem outro líder. É mais prejuízo do que medo.

TECNOLOGIA AJUDA A PM PREVER AÇÃO DE BANDIDOS
A colocação em prática de um sistema informatizado que unifica as informações da Polícia Militar em Santa Catarina é outro fator que auxilia a determinar onde e quando ocorrerão operações. O software faz um levantamento de dados geolocalizados e, com base em probabilidades, indica locais em que há potencial para ocorrer crimes. Isso auxilia a PM a determinar como agir.

– Se nós sabemos, por exemplo, que na Rua Amazonas em determinado local e dia por semana ocorrem furtos, conseguimos fazer rondas e trabalhos que possam coibir isso. Com ele (o sistema) a gente consegue verificar tendências positivas e também negativas. Assim conseguimos vacinar. E o que são essas vacinas? São operações, ações de trânsito, tudo que ajude a combater a criminalidade – explica o comandante do 10º BPM, Jefferson Schmidt.

Pelo menos por enquanto, a orientação segue sendo de manter as ações na cidade, com o objetivo de colocar tropas na rua e desburocratizar o próprio serviço da PM.

– A tendência é continuarmos. Temos que reduzir crimes, principalmente furtos e roubos. Esses para nós são os mais perigosos, já que colocam o ladrão em contato com o cidadão de bem. Sabe-se lá o que passa na cabeça de um delinquente que está armado – finaliza Schmidt.

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