Amigos fazem vigília para homenagear Bianca Wachholz, assassinada na quarta-feira - Segurança - Jornal de Santa Catarina

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Reflexão27/07/2018 | 21h53Atualizada em 27/07/2018 | 21h54

Amigos fazem vigília para homenagear Bianca Wachholz, assassinada na quarta-feira

Dezenas de amigos e familiares da artista se reuniram em frente à obra pintada por ela em Blumenau

Amigos fazem vigília para homenagear Bianca Wachholz, assassinada na quarta-feira Talita Catie/Jornal de Santa Catarina
Foto: Talita Catie / Jornal de Santa Catarina

- O que a Bianca vai deixar para nós é a mensagem linda de luta. Acorde todo dia é pincele a verdade, a dignidade e o respeito com o ser humano.

A afirmação carregada de emoção é de Adriana Nogueira Koch, considerada uma segunda mãe da artista blumenauense assassinada na tarde de quarta-feira, no bairro Itoupava Central. Ela foi uma das dezenas de pessoas que participaram na noite desta sexta-feira da vigília feita em memória de Bianca Mayara Wachholz. Ela perdeu a vida aos 29 anos vítima de um crime em que o ex-namorado é o único suspeito

Pais, amigos e até quem não a conhecia participaram da noite de homenagens em frente à primeira obra pintada pela vítima. O mural de Frida Kahlo, no bairro Itoupava Seca, ganhou a luz das velas em memória a quem lutava para dar às mulheres forças e voz para superar situações de violência. As lágrimas da mãe durante o encontro, que durou cerca de duas horas, dão a dimensão da tragédia que abalou a família.

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Bianca foi morta na casa dos pais com um tiro no rosto em frente a quem lhe deu a vida. Nas palavras do pai, um momento de profunda dor, sobretudo para a esposa, que depois de 29 anos de conceber uma filha sentiu nos braços os últimos suspiros da jovem, afirmou Celso Wachholz.

Beatriz Peretti, 21 anos, não conhecia a artista. Soube do crime pelas redes sociais e reservou a noite de sexta-feira para participar das homenagens. Para ela, momento de reforçar a necessidade urgente de acabar com a violência contra a mulher.

- É um momento de lembrar que isso é cotidiano, homens que enxergam as mulheres como posse e que acham que têm direito sobre a vida delas. É algo para a gente pensar cotidianamente sobre o comportamento dos homens e se (a forma como agem) não leva a situações como essa – reflete. 

O local em que foi realizada a vigília seria palco na noite desta sexta-feira de uma discussão do projeto "Entre Elas", idealizado por Bianca e outras colegas. O foco? Debater temas voltados às mulheres. A renda do primeiro encontro, que deu lugar a uma homenagem póstuma, seria destinada a um abrigo que acolhe mulheres vítimas de violência doméstica.

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