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Segurança15/08/2018 | 18h49Atualizada em 15/08/2018 | 18h55

Prefeitura tem dificuldade em lidar com os moradores de rua na rodoviária de Blumenau

Segundo secretário de Desenvolvimento Social, equipes fazem diariamente o trabalho de atendimento no local, mas a retirada deles é uma escolha pessoal de cada um

Prefeitura tem dificuldade em lidar com os moradores de rua na rodoviária de Blumenau Patrick Rodrigues/Jornal de Santa Catarina
Foto: Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina

O homicídio do morador de rua Marlon Dilson de Lima, 29 anos, ocorrido na noite de segunda-feira na rodoviária de Blumenau fez o Seterb iniciar um estudo sobre a necessidade de reforçar a segurança no local. A autarquia pediu na terça-feira que se verifique a viabilidade de contratação de segurança terceirizada. A ideia é que seja algo nos moldes do que se tem nos terminais urbanos: uma pessoa com treinamento especializado, mas sem arma. 

O episódio evidencia a dificuldade de lidar com a situação dos moradores de rua. Quando a noite cai, eles começam a chegar e se amontoar pelos cantos da rodoviária de Blumenau. As garrafas de bebida nas mãos não são nem ao menos escondidas quando alguém passa. Cada um tem sua história. Na noite de terça-feira, quando a reportagem esteve no local, um jovem que diz ter acabado de sair de uma clínica de reabilitação para dependentes químicos estava na rodoviária. Os relatos são de alguém que não tem para onde ir e que se sente protegido no local.

O secretário de Desenvolvimento Social de Blumenau, Oscar Guilherme Grotmann Filho, entende que há um grande problema social. No caso específico da rodoviária, Grotmann diz que as equipes da secretaria fazem diariamente trabalho de atendimento no local, mas a retirada deles é uma escolha pessoal de cada um.
– Por força de lei, não podemos levar de forma compulsória. Muitas vezes a nossa equipe é recebida com violência. Cerca de 70% não aceita o auxílio – afirma o secretário.

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A rodoviária é uma porta de entrada da cidade, com grande fluxo de pessoas. Para o secretário, um dos fatores que mantém a população de rua ali é a comunidade que se sensibiliza e doa dinheiro. Com esta atitude, as pessoas ajudam o indivíduo a manter o vício. Grotmann cita que o correto é encaminhar para assistência social ou para uma casa terapêutica.

– Para enfrentar o problema é necessário um trabalho em conjunto, não somente da assistência social, mas da segurança pública, saúde e educação, além da população, que não deve dar esmolas. Oferecemos também, quando a pessoa quer voltar pra cidade de origem, uma passagem e comunicamos o CRAS do município de destino, para fazer o acolhimento – completa o secretário.

 

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